A limitação produtiva nacional destrói vendas gigantescas no mercado atacadista americano

Igor Pipolo avisa que acordos com gigantes americanos exigem volumes absurdos e levam fábricas despreparadas ao colapso

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19 de março de 2026
A limitação produtiva nacional destrói vendas gigantescas no mercado atacadista americano

Em um cenário econômico global instável, operar exclusivamente na moeda local é flertar com o perigo. Igor Pipolo, especialista em operações internacionais, defende fervorosamente a internacionalização como medida de segurança corporativa, mas alerta que o mercado americano não tem paciência para empresas que não conseguem sustentar suas promessas de entrega em larga escala.

A diversificação de mercado é a primeira recomendação do executivo para qualquer empresário. "Você estar só numa moeda é correr um risco gigantesco. É muito importante diversificar e olhar para um país como os Estados Unidos ou para onde quer que seja. Você que depende de um só mercado, é muito perigoso para a sua empresa".

Contudo, o choque de realidade ocorre quando o produto é bem aceito. O mercado norte-americano consome em volumes astronômicos, e a falta de capacidade produtiva (capacity) da indústria brasileira tem feito muitos empresários recuarem de contratos milionários.

Pipolo compartilha um caso recente de negociação com a Costco, uma das maiores redes atacadistas dos EUA. "A gente conseguiu espaço para empresas brasileiras que queriam vender, e de repente a empresa falou: 'Eu não tenho condição de atender. O que a Costco me exige como mínimo já é o triplo da minha produção no Brasil'". A lição deixada pelo executivo é que a internacionalização exige maturidade. O empresário precisa realizar auditorias rigorosas de sua própria linha de produção antes de "apertar o botão" da exportação, evitando manchar a reputação da marca no mercado mais exigente do mundo.