A regra de ouro da convivência está errada e por que você não deve tratar o outro como gostaria de ser tratado
Especialista Angélica Oliveira utiliza o Eneagrama para desconstruir o maior mito dos relacionamentos em geral
ECON News
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Desde a infância, a sociedade é condicionada a seguir uma máxima moral aparentemente inquestionável: "trate os outros como você gostaria de ser tratado". Para a especialista em comportamento humano Angélica Oliveira, essa regra não apenas está equivocada, como é a principal causadora de conflitos em casamentos e sociedades empresariais.
Ao aplicar ferramentas de leitura de perfil, como o Eneagrama — que mapeia nove tipos básicos de personalidade —, Angélica comprova que a imposição de suas próprias preferências sobre o próximo é um ato de egoísmo disfarçado de empatia. "Vou lidar com o Roberto do jeito que eu gostaria de ser tratada, mas eu não sou o Roberto. O Roberto tem outra história de vida, tem outras características".
A dinâmica dos relacionamentos exige adaptação às necessidades do receptor da mensagem. "Às vezes a pessoa tem um ritmo acelerado, o outro tem um ritmo mais lento. Às vezes ela é metódica, gosta de um monte de detalhes, o outro não gosta". A verdadeira inteligência emocional, segundo a estrategista, exige o abandono das próprias cartilhas de conforto. "Eu tenho que lidar com o outro do jeito que o outro funciona, não do jeito que eu funciono. Nós aprendemos desde pequenos um jeito errado. Eu tenho que fazer com o outro o que o outro gostaria que eu fizesse".