A síndrome do mercado interno e por que o medo da estrutura americana trava empresas brasileiras de faturar em dólar

Falta de conexões estratégicas e isolamento comercial impedem indústrias nacionais de acessar um PIB de 31 trilhões de dólares

ECON News

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24 de março de 2026
A síndrome do mercado interno e por que o medo da estrutura americana trava empresas brasileiras de faturar em dólar

Muitas empresas brasileiras produzem com qualidade de exportação, mas continuam faturando exclusivamente em reais e sofrendo com as oscilações da economia nacional. O que paralisa esses empresários na fronteira do maior mercado consumidor do mundo? Para o especialista em internacionalização Nilton Pedreira, a resposta é uma mistura letal de medo reverencial e ausência total de estratégia de conexão.

Direto da Costa Oeste americana, Nilton é categórico ao diagnosticar a inércia do empresariado brasileiro. "O medo reside quando temos ausência de conhecimento. É pura e simplesmente isso. Estamos falando de um mercado absurdamente consumidor, de um PIB acima de 31 trilhões de dólares. O fato de entender como funciona a jornada na América facilita muito para que você comece a pensar em dolarizar suas receitas", explica o executivo.

O isolamento é o maior vilão desse processo. Tentar desbravar os Estados Unidos sozinho ou guiado por amadores é a receita para o fracasso. "Se você seguir a direção de especialistas e não de aventureiros, com certeza desbravará oportunidades e ganhará em dólar. Afaste o medo das novas políticas econômicas. Viver na América é entender como pensa o americano. Com as conexões certas, você enxerga oportunidades e testa o seu projeto de forma remota, inteligente e estratégica, antes mesmo de dar o passo de entrada no país", garante Nilton, provando que a internacionalização não exige heroísmo, mas método.