Abrir restaurante nos EUA não é sucesso imediato — e muitos brasileiros aprendem isso da pior forma

Empresário quebra o mito do sucesso imediato e explica por que o mercado dos EUA exige tempo de maturação e trabalho exaustivo

ECON News

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11 de março de 2026
Abrir restaurante nos EUA não é sucesso imediato — e muitos brasileiros aprendem isso da pior forma

O setor de alimentação nos Estados Unidos atrai anualmente centenas de empresários brasileiros seduzidos pela economia forte e pelo alto consumo local. Contudo, o chef e fundador de restaurantes Bartolomeu Lins faz um alerta pragmático: as regras de sucesso que funcionam no Brasil não se aplicam à dinâmica implacável do mercado americano.

O primeiro mito a ser derrubado, segundo o empresário, é o do retorno imediato. "O mercado americano é um pouco diferente. No Brasil, dependendo do trabalho que você faz, o restaurante abre e tem uma explosão de pessoas muito grande no início. Aqui é o contrário. Aqui as coisas demoram mais tempo para alcançar o êxito. É com o tempo que o restaurante começa a ganhar corpo".

Essa necessidade de maturação financeira e mercadológica exige que o investidor estrangeiro possua, além de capital de giro, uma resiliência psicológica acima da média. Lins resume a fórmula de sobrevivência em três diretrizes fundamentais: estudo minucioso de posicionamento geográfico, paciência e perseverança.

Apesar da dureza do diagnóstico, o chef mantém uma visão otimista sobre as possibilidades de crescimento no país. "É um mercado que cresce exponencialmente. Se alguém quiser vir para cá, eu não desencorajo, eu encorajo, desde que tenha ciência de onde está vindo, com o pé no chão e a manga arregaçada para ter muito trabalho. Vale muito a pena", conclui o especialista.