Planejamento A Logística de Levar Inteligência Internacional até o Empresariado Nordestino
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Entenda o que realmente faz uma empresa brasileira funcionar nos EUA: adaptação, idioma e gestão.
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O ambiente de negócios norte-americano, historicamente conhecido por sua menor burocracia tributária e contábil, atrai anualmente milhares de brasileiros em busca de expansão financeira e novas oportunidades. No entanto, o sucesso alcançado em solo nacional não garante vitórias automáticas no exterior. A transição exige uma profunda compreensão das dinâmicas de consumo locais, o que frequentemente esbarra em modelos pré-concebidos trazidos pelos investidores sul-americanos. "O maior desafio dos empreendedores brasileiros é a adaptação cultural e entender o modus operandi de fazer negócios na América. Precisa ser feito o que a gente chama de americanização, que é pegar um produto brasileiro e adaptar para o mercado americano", explica o consultor empresarial e CEO da Strong Advisors, Abel Fiorot.
Além da reestruturação do produto ou serviço para o gosto local, a comunicação surge como um obstáculo decisivo para a escalabilidade dos negócios. A barreira linguística vai muito além do domínio do inglês, englobando a necessidade estratégica de fluência em espanhol. O mercado hispânico nos Estados Unidos representa uma força de consumo gigantesca, capaz de ditar os rumos de diversas indústrias. "A comunidade hispana nos Estados Unidos tem uma economia superior a duas vezes a economia brasileira. O espanhol e o inglês são fantásticos para empreender, porque empreender pressupõe comunicar-se adequadamente para poder expandir", detalha Abel, ressaltando que a falta de proficiência real nos idiomas limita severamente o alcance das empresas.
Outro fator de risco rigorosamente mapeado por especialistas é a transição abrupta do trabalho estritamente operacional para a gestão corporativa. Muitos imigrantes iniciam suas jornadas na América prestando serviços em setores de base e, ao alcançarem excelência técnica, decidem fundar suas próprias companhias de prestação de serviço, porém sem o devido preparo administrativo. "O imigrante chega aqui, vai trabalhar na construção ou na limpeza e exerce aquele ofício muito bem, mas chega um momento que ele monta a própria empresa e precisa desenvolver habilidades e competências para não ser só um bom construtor, mas também um bom gestor", avalia.
Para mitigar esses riscos e evitar a mortalidade precoce das empresas fundadas por estrangeiros, o suporte contábil e a adequação legal tornam-se inegociáveis. O alinhamento das obrigações fiscais, o chamado compliance e o bookkeeping, garante que o empresário possa focar no crescimento da marca sem surpresas judiciais. Ao aliar a inegável capacidade de trabalho do empreendedor brasileiro com o preparo técnico, a educação em gestão e a inteligência cultural, o caminho para a consolidação na economia norte-americana deixa de ser uma aposta arriscada e passa a ser uma rota de crescimento estruturado e altamente lucrativo.
Sobre Abel Fiorot:
Natural do Espírito Santo, Abel Fiorot é professor, investidor e consultor com ampla experiência nos Estados Unidos, onde reside desde 2016. É CEO da Strong Advisors e da Abel Fiorot Education, empresas que lidera com destaque no setor de negócios corporativos e educação. Com MBA pela FGV e dois mestrados em Finanças (IBMEC e Jack Welch College of Business), o executivo tem ajudado empreendedores a estruturarem seu crescimento nos EUA, conectando alunos e empresários a oportunidades concretas na maior economia do mundo.
Veja a entrevista completa com Abel no ECON Xperience em: https://www.youtube.com/watch?v=toCVRnEC7vg&t=50s
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