Armadilha do dono herói: como a dependência do fundador impede o sucesso do negócio

Diretora Renata Darriba revela por que depender do dono trava o crescimento da empresa

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01 de maio de 2026
Armadilha do dono herói: como a dependência do fundador impede o sucesso do negócio

O mercado costuma aplaudir as empresas que crescem rápido, mas nos bastidores, expandir sem planejamento é um risco gigantesco. Acelerar a abertura de filiais sem ter a casa em ordem não gera riqueza; apenas esgota o dono e destrói a qualidade do serviço. Renata Darriba, diretora de operações da Nóbile, alerta que a pressa para crescer antes de estruturar os processos é um dos maiores erros dos empresários.

Para a executiva, o verdadeiro perigo está na dependência extrema da figura do líder. Esse modelo centralizado no fundador até funciona no início da empresa, mas logo se transforma em uma armadilha que trava a operação. "Um negócio que depende do heroísmo do gestor não é sustentável e não tem a menor chance de crescer com consistência", avisa a diretora.

O sintoma mais claro desse erro é a confusão crônica entre volume de trabalho e dinheiro no bolso. Renata critica a pressa irracional para inaugurar novas unidades sem saber se a operação atual realmente se paga. "É muito comum confundir movimento com resultado. Aquela coisa de abrir dezenas de lojas ou hotéis no ano, mas quantos deles realmente dão lucro? Quantas operações são financeiramente saudáveis a longo prazo?", questiona. A especialista ressalta que crescer atrai visibilidade, mas é a organização interna que garante proteção contra a falência.

Para que o negócio não quebre no meio dessa expansão, a diretora aponta cinco pilares inegociáveis. O primeiro é ter regras e responsabilidades claras. O segundo exige processos que possam ser copiados facilmente pela equipe, sem espaço para improvisos. O terceiro é acompanhar os números e indicadores de perto para decidir rápido. O quarto é manter uma disciplina financeira implacável. Por fim, o último passo é cuidar da cultura da empresa. "Mesmo que o gestor ache que isso é bobagem, a cultura vai se formar sozinha. E, se ele não a direcionar, possivelmente ela não estará alinhada com os objetivos do negócio", conclui Renata.