Assinatura precipitada de contratos resulta em vulnerabilidade estrutural para startups
Talita Ferreira alerta sobre a falha estratégica na distribuição de produtos de saúde
ECON News
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Pressa para faturar em moeda estrangeira no mercado de saúde atua como o gatilho para decisões corporativas eivadas de amadorismo. Uma das falhas estratégicas mais comuns para indústrias e startups brasileiras é a assinatura precipitada de contratos com distribuidores internacionais antes mesmo de realizar uma auditoria rigorosa sobre a viabilidade regulatória do produto no país de destino.
Talita Ferreira atua como consultora da Organização Mundial de Saúde e transita entre os maiores órgãos reguladores do planeta, expondo a profunda vulnerabilidade dessa tática. A especialista diagnostica que a falha principal é não fazer uma análise de viabilidade prévia para verificar as possibilidades reais de entrada no mercado, incluindo questões culturais e burocráticas locais. Tais erros primários impedem a internacionalização efetiva e geram estagnação contratual.
Falta de planejamento corporativo cega os gestores e eleva o risco financeiro. Talita alerta que as empresas acabam não realizando uma análise antecedente minuciosa. Quando surge uma oportunidade e um distribuidor quer comercializar o produto, a corporação entrega a mercadoria sem ter feito a validação prévia e adequada.
Ela ressalta que atuar em projetos de harmonização global a ensinou a ler as entrelinhas burocráticas. Atrás de um crachá de agente regulador sempre há um profissional técnico avaliando o processo e protegendo o ecossistema de saúde local. O gestor tem o dever de entender o que aquele avaliador está buscando na parte técnica e prática para viabilizar o negócio de forma estritamente legal. A consultora conclui ensinando que a diplomacia regulatória evita a perda de capital e salva acordos comerciais no exterior.