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Sandra Arcanjo revela como validar diplomas brasileiros nos EUA e recuperar sua autoridade profissional na América.
ECON News
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Para muitos profissionais brasileiros, a imigração para os Estados Unidos traz consigo o medo silencioso de que anos de estudo tenham ficado para trás na alfândega. Sandra Arcanjo sentiu esse impacto na pele ao desembarcar no país em 2016. Mesmo com uma carreira sólida em RH no Brasil, ela se viu diante de um cenário onde o idioma e a cultura impunham barreiras inesperadas. "Foi um dos principais desafios que eu já tive na minha vida. O baque é muito grande porque primeiro é a barreira do idioma. A gente é ensinado a falar que 'o livro está sobre a mesa', mas aqui as pessoas usam gírias que a gente não entende", relembra Sandra, que na época se sentiu "tolhida em sua profissão e em suas potencialidades".
Foi observando essa lacuna que ela fundou a MS Education em 2022. Sandra percebeu que o maior obstáculo não era a competência técnica do brasileiro, mas o excesso de desinformação. "O Google muitas vezes é o nosso banco de informações, mas eu costumo brincar que, na verdade, é um 'bando' de informações desencontradas", explica. Ela defende que a equivalência acadêmica, o processo de colocar o título brasileiro dentro dos parâmetros americanos é, na verdade, um trâmite documental simples e rápido. "Em 45 dias, no máximo 60, você consegue ter esse título devidamente avaliado e equivalente. Não é uma tarefa difícil, mas exige cuidados", pontua.
No entanto, a especialista faz um alerta crucial: é preciso diferenciar a equivalência do licenciamento. Enquanto a primeira atesta o nível superior, a segunda é a permissão legal para exercer profissões regulamentadas, como Medicina e Odontologia. Sandra explica que o erro mais comum é o profissional acreditar que a tradução do diploma já o habilita ao trabalho pleno. Para quem não pode esperar os anos exigidos por um licenciamento total, ela sugere buscar áreas correlatas: "Você pode não ter o exercício pleno da profissão agora, mas pode atuar em uma das cadeiras que sempre exerceu. Um dentista pode atuar como higienista, por exemplo".
O mercado americano, segundo ela, oferece oportunidades de recomeço que o Brasil muitas vezes restringe. "Os Estados Unidos são muito generosos nesse aspecto. Aqui o fator idade não tem a mesma relevância e o mesmo peso que tem no Brasil", afirma Sandra. Para ela, o segredo para retomar a carreira é não desistir diante da burocracia e buscar fontes oficiais para não cair em armadilhas. O planejamento antecipado, mesmo para quem ainda está em transição de status migratório, é o que garante que o diploma brasileiro seja um passaporte para o sucesso, e não apenas uma lembrança na parede.
Sobre Sandra Arcanjo: Especialista em desenvolvimento humano e ex-executiva de RH, Sandra Arcanjo mudou-se para os Estados Unidos em 2016. Através de sua atuação na universidade Unigran, identificou as dores da comunidade brasileira e fundou a MS Education. Sua empresa é hoje uma referência na validação de diplomas e licenças, ajudando centenas de profissionais brasileiros a recuperarem sua identidade profissional e sua autoridade no competitivo mercado norte-americano.
Veja a conversa completa com Sandra em: https://www.youtube.com/watch?v=gkIc3wzz6L0
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