Brasileiros estão perdendo patrimônio nos EUA por ignorar essa estratégia financeira básica

Sem planejamento, riqueza em dólar pode desaparecer. Veja como proteger e perpetuar seu patrimônio nos EUA.

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19 de março de 2026
Brasileiros estão perdendo patrimônio nos EUA por ignorar essa estratégia financeira básica

A transição para o mercado norte-americano exige dos empreendedores brasileiros uma mudança radical na forma de encarar o próprio capital. Acostumados a focar apenas na geração de renda, muitos imigrantes negligenciam a proteção e a perpetuação de seus ativos devido a barreiras culturais e desconhecimento técnico. Durante sua participação no ECON Experience, Fernanda Pontoni, CEO da Pontoni Financial Corp e especialista em planejamento estratégico, destacou que o sucesso nos Estados Unidos depende da educação financeira. Com quase 30 anos de experiência, a executiva licenciada pelo Departamento de Finanças Americano atua para desmistificar o acúmulo de riqueza. "Tem uns 10 anos que a ficha caiu da importância da gente cuidar do dinheiro, não só ganhar, mas cuidar e zelar dele", afirma.

Um dos maiores obstáculos para a consolidação patrimonial das famílias estrangeiras reside nas crenças limitantes trazidas do país de origem. A especialista aponta que a infidelidade financeira entre casais e a recusa em estruturar heranças são falhas graves na construção de um legado sólido. "Quantas famílias eu chego para trabalhar e vem aquela resposta 'eu não vou precisar deixar nada pros meus herdeiros porque eu cresci sem nada, eles que lutem'. A realidade financeira e o que torna os Estados Unidos ser o que é hoje não é isso, é você perpetuar a riqueza, é você passar a riqueza de geração a geração", explica, evidenciando o abismo comportamental que impede o enriquecimento a longo prazo.

Para contornar o medo natural de perder capital em um novo país, a estruturação de apólices de seguro de vida surge como uma das estratégias mais blindadas e inteligentes do mercado americano. Embora os brasileiros estejam familiarizados com a poupança ou a bolsa de valores, muitos desconhecem o poder desse instrumento e temem a falência das instituições. "A seguradora mais antiga que a gente trabalha tem 178 anos de vida, elas passaram por todas as crises mundiais. O grande diferencial é o lastro, é o quanto que ela tem de dinheiro disponível no caixa", detalha a CEO. Ela ressalta que o seguro de vida nos EUA não serve apenas para o fim da vida, mas atua como um recurso financeiro robusto para ser utilizado durante toda a jornada do segurado.

A democratização desse conhecimento técnico tornou-se o principal motor de expansão de sua agência, que hoje foca na formação de novos profissionais qualificados para atender a comunidade. O impacto de um planejamento bem executado transcende os números e altera drasticamente a realidade social e corporativa dos imigrantes. "O que eu falo de liberdade financeira é de uma família que trabalhava no house cleaning, não tinha dia nem hora, e hoje podem em família visitar os parques da Disney e trabalhar juntos. Esse para mim é o grande propósito", relata Fernanda. A transformação de carreiras operacionais exaustivas em trajetórias de alto valor agregado atesta a eficácia do método aplicado.

Por fim, a consolidação de negócios e do patrimônio no exterior exige uma rede de contatos estruturada em bases éticas e colaborativas. Ao comentar sobre a importância de eventos de networking corporativo, como o Road Summit promovido pelo próprio hub do Econ, a especialista reforça que o relacionamento comercial deve priorizar a geração de valor antes do lucro imediato. "O maior erro das pessoas quando vão participar de grupos de networking é querer saber logo o que vão ganhar em troca. Seja primeiro interessante sem ser interesseiro", aconselha a especialista. Ao alinhar credibilidade institucional e troca de experiências genuínas, o investidor garante que sua transição financeira seja segura, rentável e duradoura.