Internacionalização Entrada nos EUA exige estrutura além da estratégia de vendas
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Alessandra Crisanto explica como programas acadêmicos permitem estudar e trabalhar legalmente nos Estados Unidos.
ECON News
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Estudar nos Estados Unidos continua sendo uma alternativa atrativa para estudantes e profissionais de diversas áreas, especialmente para quem busca qualificação internacional aliada à experiência prática. Para a advogada brasileira Alessandra Crisanto, especialista em Educação Internacional, o principal desafio não é a falta de oportunidades, mas a ausência de informação estruturada e planejamento adequado.
Com formação acadêmica internacional sólida, Alessandra é graduada em Direito, possui LLM em Direito Internacional pela Universidade de Sydney, mestrados em Direito Digital e Ciências de Gestão, com ênfase em Marketing Digital, e atualmente finaliza um mestrado em Inteligência Artificial. Segundo ela, sua trajetória pessoal foi determinante para compreender os caminhos disponíveis aos estudantes estrangeiros. “Eu fui estudante nos Estados Unidos e descobri que era possível estudar, trabalhar legalmente durante o curso e também permanecer no país após a conclusão, dentro dos programas governamentais”, afirmou.
De acordo com Alessandra, o sistema educacional norte-americano oferece possibilidades pouco conhecidas pelo público brasileiro. “Hoje os Estados Unidos têm mais de quatro mil universidades, mas elas não estão estruturadas para atender diretamente o estudante internacional. Não existe um departamento comercial como estamos acostumados no Brasil”, explicou. Para ela, esse cenário torna o processo confuso para quem tenta aplicar de forma independente.
A especialista destacou que muitos programas acadêmicos permitem o trabalho legal desde o início do curso, especialmente os enquadrados na categoria STEM. “Eu fiz um mestrado em Gestão e Marketing Digital, que é um curso STEM, mesmo sendo advogada. Esse tipo de programa permite trabalhar durante os estudos e permanecer no país depois da conclusão”, disse.
Sobre o processo migratório, Alessandra esclareceu que o visto mais indicado para esse perfil é o F-1 acadêmico, diferente do visto de inglês. “O F-1 acadêmico permite estudo e trabalho legal, desde que o aluno esteja matriculado em um programa elegível”, afirmou. Segundo ela, o processo envolve a emissão do documento I-20, seguido da entrevista consular. “A preparação correta faz toda a diferença para uma entrevista rápida e objetiva.”
Ao abordar custos, Alessandra ressaltou que estudar nos Estados Unidos não é inacessível, como muitos imaginam. “Quando a gente coloca na ponta do lápis, especialmente considerando bolsas parciais e parcelamento, o investimento se torna viável”, explicou. Segundo ela, programas de mestrado costumam ter duração de dois anos e permitem que o aluno trabalhe legalmente durante esse período. “Após a conclusão, o governo americano autoriza a permanência para trabalho por até três anos, dependendo do curso.”
A especialista também destacou a importância do planejamento financeiro, especialmente para as famílias. “Planejamento é a palavra-chave. Cada caso é diferente, mas com organização é possível estruturar o projeto de forma segura”, disse. Ela reforçou que profissionais de diferentes áreas podem se qualificar. “Já atendemos médicos, engenheiros, advogados, dentistas e profissionais em transição de carreira. Não há limitação quanto à formação original.”
Sobre o cenário político e possíveis mudanças nas regras migratórias, Alessandra afirmou que estudantes que seguem os caminhos legais não devem ser impactados negativamente. “As políticas mais rígidas são direcionadas à imigração irregular. Para estudantes e profissionais qualificados, o cenário continua favorável”, afirmou. Ela citou dados oficiais que apontam crescimento no número de estudantes internacionais e autorizações de trabalho nos últimos anos.
Para Alessandra Crisanto, a educação internacional é uma ferramenta de transformação pessoal e profissional. “É possível construir uma carreira internacional de forma legal, estruturada e alinhada à área de atuação. Informação correta e planejamento fazem toda a diferença”, concluiu.
Saiba mais
Veja a conversa completa com Alessandra Crisanto no ECON Xperience disponível no nosso canal do YouTube https://www.youtube.com/watch?v=wYxrhktkZf0&list=PLSWo1TCWJAeaNNjOgzcDS-8ZEJsNHt4zW&index=7
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