Como a identidade visual e o comportamento moldam o posicionamento estratégico de líderes globais

Suellen Sartorato explica a diferença entre vestir roupas de luxo e construir uma presença inesquecível.

ECON News

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25 de fevereiro de 2026
Como a identidade visual e o comportamento moldam o posicionamento estratégico de líderes globais

No mercado corporativo de alto nível, a forma como um líder se apresenta muitas vezes precede sua própria fala. No entanto, o verdadeiro posicionamento estratégico atua em uma camada muito mais profunda do que a simples escolha de vestuário. Suellen Sartorato, estrategista de imagem e mentora de posicionamento com atuação em dezessete países, consolidou sua carreira internacional ao desmistificar a crença de que a aparência se resume à estética. Integrando conhecimentos de sua formação inicial em fisioterapia, sua experiência na escuta ativa como ouvidora da saúde pública e sua especialização em moda na Itália, ela desenvolveu uma metodologia autoral que une comportamento, semiótica e identidade visual. Hoje residente na Flórida e responsável por alinhar a imagem de executivos e políticos, a especialista defende que a construção de autoridade exige, antes de tudo, congruência entre a essência do indivíduo e os sinais não verbais que ele emite para o mundo.

A base da metodologia de Suellen nasceu de sua própria necessidade de superação. Nascida com uma deficiência congênita que afetou a estrutura de seu corpo, ela enfrentou severos desafios de autoimagem antes de transformar essa vulnerabilidade em sua maior força analítica. (Quando a gente pensa em profissão a gente precisa realmente ter missão e hoje eu percebi que a minha transformação pessoal ela era muito maior do que a minha própria história), afirma a estrategista de imagem, destacando que compreender a própria anatomia e os bloqueios emocionais foi o que a capacitou a ler seus clientes com profundidade.

O grande gargalo enfrentado por líderes contemporâneos, segundo a especialista, é a falta de intencionalidade. Existe um distanciamento perigoso entre quem o profissional é e o que ele veste, gerando ruídos de comunicação. (Imagem na verdade ela tá muito interligada com comportamento traduzido no visual. O maior equívoco é a pessoa achar que a imagem é só a roupinha ou só o acessório), explica a mentora de posicionamento. Para evitar que o cliente crie um "personagem" insustentável a longo prazo, a abordagem foca em revelar a identidade autêntica através da semiótica, utilizando as cores e os cortes como símbolos que alteram a percepção pública e a própria fisiologia de quem os veste.

Para alinhar a identidade à imagem projetada, o primeiro passo prático exigido pela mentora é um exercício radical de autoconsciência. Ela orienta seus assessorados a fotografarem seus looks diariamente antes de qualquer reformulação de guarda-roupa. (O primeiro movimento é eu preciso começar a olhar para mim de uma forma completa eu preciso entender que história que eu tô contando com isso essas peças elas valorizam quem eu sou), orienta a comunicadora corporativa. Sem esse diagnóstico prévio, o acúmulo de roupas torna-se apenas consumo sem propósito, incapaz de refletir a ambiência ou os objetivos de carreira do profissional.

Essa exigência de autenticidade se torna ainda mais crítica quando o profissional atua em múltiplos mercados ou na vida pública. Suellen observa que, embora o pragmatismo americano exija roupas funcionais, o mercado europeu valorize a tradição e o público brasileiro exija uma conexão emocional profunda com a estética, o perfil comportamental humano é universal. A criação de facetas falsas para agradar eleitores ou conselhos administrativos é rapidamente decodificada pelo cérebro como falsidade. (Se esse político assim como empresário empreendedor um profissional liberal se ele não trouxer a sua essência ele só monta um personagem e o personagem não se sustenta por um longo tempo), alerta a mentora de executivos e figuras públicas.

A atuação internacional de Suellen Sartorato comprova que a verdadeira estratégia de imagem não pode ser comprada diretamente nas prateleiras das grifes de luxo. Existe um abismo entre possuir uma aparência esteticamente agradável e ostentar uma presença que domina negociações. A construção dessa presença inegável ultrapassa os limites do tecido e adentra o campo da constância comportamental, abrangendo desde a forma como o executivo se senta até a maneira como gesticula. (Imagem boa é aquela que agrada o olho é uma roupa bonita. Agora uma imagem estratégica ela não é ignorada não é porque a roupa tem marca ou porque a roupa é de luxo que vai trazer para você segurança e presença), ressalta a estrategista. Conclui-se, portanto, que investir em imagem é um exercício contínuo de autoconhecimento corporativo, capaz de elevar a reputação e garantir que a autoridade do líder seja reconhecida muito antes de ele proferir a primeira palavra.

Veja o ECON Xperience com Suellen Sartorato: https://www.youtube.com/watch?v=gW3VLlB4JRQ