Copa do mundo: muito além da torcida, uma lição de alta performance

O que a rotina de atletas de elite pode ensinar sobre produtividade e superação de limites

Regina Stefan

Regina Stefan

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29 de junho de 2026
Copa do mundo: muito além da torcida, uma lição de alta performance

Estamos vivenciando o clima da Copa do Mundo, um período que naturalmente desperta reflexões sobre como a dinâmica do esporte se conecta diretamente com o mercado profissional.

Ainda que as regras táticas do futebol não sejam a minha especialidade, o entusiasmo da torcida, a união cultural e a energia dos bastidores sempre me fascinam. No entanto, o meu olhar se volta inevitavelmente para aquilo que é o cerne do meu trabalho: o comportamento humano e o desempenho profissional. Ao observar os atletas e as equipes, é impossível não traçar paralelos com o ambiente corporativo e as competências mais valorizadas na atualidade.

Abaixo, compartilho os principais aprendizados que o maior espetáculo do esporte pode nos ensinar sobre carreira e liderança:

1. Resiliência: A Arte de Superar Adversidades

A resiliência se consolidou como uma das soft skills mais requisitadas no mercado contemporâneo. No esporte, os atletas enfrentam rotinas exaustivas de treinamento, lesões, derrotas e a constante pressão pública. Para alcançar o topo, a capacidade de recuperação é vital. É a aplicação prática dos célebres versos de Paulo Vanzolini: “Reconhece a queda e não desanima / Levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima”. No ambiente corporativo, a lógica é a mesma: o sucesso não se mede pela ausência de crises, mas pela velocidade de nossa resposta a elas.

2. Colaboração e Trabalho em Equipe

Desenvolver a sinergia em uma equipe é um dos maiores desafios de qualquer organização. Para que um time atinja a alta performance, exige-se o empenho coletivo, o alinhamento de propósitos e a combinação das melhores habilidades individuais em prol de um objetivo único. O talento individual pode ganhar partidas, mas é o trabalho em equipe que conquista campeonatos.

3. Inteligência Emocional sob Pressão

A habilidade de reconhecer as próprias emoções e gerenciar as ações sob forte estresse é um diferencial competitivo. Imagine a pressão de um jogador em um estádio lotado, com o olhar do mundo inteiro atento a cada movimento e uma nação projetando suas expectativas na vitória. O desejo imediato diante da vulnerabilidade pode ser o recuo, mas a alta performance exige o controle cognitivo e o domínio da situação. Manter a serenidade em cenários complexos é uma virtude indispensável também nas lideranças empresariais.

4. Comunicação Assertiva e Não Verbal

A comunicação eficaz é amplamente debatida e valorizada nas organizações. No campo, a velocidade do jogo exige que os atletas utilizem a comunicação não verbal — gestos, olhares e postura — para alinhar estratégias em frações de segundos. Essa dinamicidade evidencia que saber ouvir, ler o ambiente e interpretar os sinais que vão além das palavras é fundamental para o sucesso de qualquer projeto.

5. Foco e Clareza de Propósito

O direcionamento da atenção é crucial para a evolução na carreira. Como bem pontua o psicólogo Daniel Goleman:

“A atenção funciona como um músculo: pouco utilizada, ela definha; bem utilizada, ela melhora e se expande.”

Antes de entrarem em campo, as equipes dedicam-se à concentração absoluta. Uma mente focada reduz o ruído externo e potencializa a execução da estratégia. Da mesma forma, na jornada profissional, precisamos de disciplina em nossas decisões e do hábito de extrair aprendizados contínuos tanto dos acertos quanto dos erros.

Como costumo enfatizar em minhas reflexões: atrás de todo sucesso, premiação e vitória, existem renúncias, persistência e determinação.

A Copa do Mundo, portanto, vai muito além do entretenimento e da torcida. Ela funciona como um laboratório prático de desenvolvimento humano, oferecendo ferramentas e insights valiosos para quem busca consolidar uma trajetória de excelência no mercado de trabalho.

Um forte abraço!!!

Msc. Regina Stefan