Da TV brasileira à liderança na Disney: uma lição de resiliência corporativa

Como Peter Roman superou a barreira da "superqualificação" e escalou a hierarquia da maior empresa de entretenimento do mundo

ECON News

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19 de fevereiro de 2026
Da TV brasileira à liderança na Disney: uma lição de resiliência corporativa

O mercado de trabalho americano possui dinâmicas próprias que, muitas vezes, desafiam a lógica de currículos robustos. Peter Roman, ex-executivo de televisão no Brasil e atual consultor empresarial, vivenciou o paradoxo de ser "qualificado demais" para muitas vagas ao chegar aos Estados Unidos. Sua trajetória, no entanto, tornou-se um estudo de caso sobre humildade estratégica e ascensão profissional.

Ao se deparar com a resistência de empregadores que temiam contratar alguém com mais experiência que os próprios gestores, Roman optou por reiniciar sua carreira na base da pirâmide corporativa da Disney. Aceitando inicialmente uma posição de salva-vidas, ele utilizou cada oportunidade como degrau para demonstrar competência técnica e comportamental.

A transição para a fotografia e, posteriormente, para a gestão, não foi fruto de indicações, mas de resultados tangíveis. Roman relembra o processo de seleção rigoroso para se tornar Embaixador de Celebração, um posto de prestígio disputado por milhares de funcionários. "Não foram 36 pessoas escolhidas aqui em Orlando entre 85 mil, e eu tive a sorte de ser uma delas", conta.

Essa experiência multifacetada, que culminou na gestão e posterior fundação de sua própria consultoria, ilustra que o "QI" (Quem Indica) tem menos peso em culturas meritocráticas do que a entrega consistente. Hoje, Roman utiliza essa vivência para ensinar que, em grandes corporações, a mobilidade vertical depende da proatividade em buscar novas funções, como ele fez ao pular da patrulha para a fotografia e coordenação, provando seu valor em cada etapa.