Economizar na liberação sanitária tranca as portas do mercado americano para o seu negócio

Tarcízio Tadeu avisa que tentar burlar as normas sanitárias dos EUA garante a falência da sua exportação antes mesmo de lucrar

ECON News

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18 de março de 2026
Economizar na liberação sanitária tranca as portas do mercado americano para o seu negócio

A ansiedade de posicionar um produto no mercado norte-americano frequentemente cega o empresário brasileiro para a regra mais elementar do comércio exterior: a submissão inegociável às normas sanitárias e legais do país de destino. A tentativa de contornar ou adiar investimentos em certificações de órgãos como a agência federal americana FDA (Food and Drug Administration) transforma o sonho da internacionalização em um pesadelo de contêineres barrados na alfândega.

Tarcízio Tadeu, especialista em inserção de marcas no mercado internacional, adverte que o amadorismo financeiro é o maior gargalo atual. "Um dos maiores problemas é o investimento. Quando você quer trazer um produto para os Estados Unidos, você tem que cumprir a normativa americana. Eu sempre falo nas minhas palestras: quando você vem para os Estados Unidos, o que você tira primeiro, o visto ou o passaporte? O FDA é a mesma coisa, qualquer empresa precisa tirar esse passaporte", explica.

A dor do empresário reside na recusa em aceitar que a conformidade legal tem um preço alto, mas vital. "Quando a empresa tira o FDA, ela está praticamente habilitada a trazer o seu produto para o mercado americano. Mas a maior falha do mercado brasileiro é que o investimento é alto, e muitas vezes a empresa não quer investir. Essa é uma das principais barreiras", conclui o diretor da Tadelui, alertando que economizar nessa etapa significa fechar as portas da maior economia do mundo.