Empresas brasileiras podem acessar incentivos nos EUA mesmo sem serem grandes

Entenda por que o conceito de small business nos EUA é diferente do Brasil

ECON News

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21 de julho de 2026
Empresas brasileiras podem acessar incentivos nos EUA mesmo sem serem grandes

A subavaliação de porte corporativo atua como uma severa falha de planejamento comum entre brasileiros que avaliam a entrada no mercado norte-americano. A crença equivocada de que apenas corporações multinacionais possuem acesso a crédito e incentivos fiscais atrai grave estagnação para a expansão de milhares de pequenas e médias empresas promissoras. A economista Josefina Guedes corrige essa miopia gerencial expondo a realidade estrutural da métrica americana.

A principal reestruturação estratégica exigida pela especialista envolve a definição de porte empresarial. "Para você entender, aqui nos Estados Unidos uma empresa com até 500 empregados é considerada um small business (pequeno negócio)" esclarece Josefina. Esse enquadramento qualifica imediatamente o negócio brasileiro para uma série de linhas de proteção de capital que não existiriam no Brasil para uma empresa desse tamanho.

Para mitigar a vulnerabilidade gerada pela falta de capital de giro na internacionalização a CFBAC promove o acesso direto das empresas ao Small Business Administration (SBA). "Nós temos agendas anuais focadas em pequenas empresas para que todos tenham acesso direto ao diretor do SBA. Mostramos o que é preciso fazer para provar o potencial de crescimento da empresa e, com isso, conseguir até investidores anjos que venham a ser parceiros e sócios no negócio" revela a vice-presidente alertando que a ausência de visão estratégica na América expõe a operação a severas falhas estruturais.