Planejamento A Logística de Levar Inteligência Internacional até o Empresariado Nordestino
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Beatriz Torrezan revela os erros que fazem empresários brasileiros fracassarem ao expandir para os EUA.
ECON News
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Muitos empresários brasileiros de sucesso cruzam as fronteiras americanas com a certeza de que a mesma fórmula que os enriqueceu no Brasil garantirá o triunfo nos Estados Unidos. No entanto, a realidade do mercado internacional costuma punir o excesso de confiança. Em participação no ECON Experience, Beatriz Torrezan, CEO da Alloy Business Club, alertou sobre essa perigosa ilusão. "Nós já acompanhamos empresários de sucesso no Brasil que não tiveram o mesmo sucesso nos EUA justamente por acreditar que o histórico deles profissional [...] seria a única justificativa para eles terem sucesso", explica. O grande erro, segundo ela, é a falta de humildade para voltar à estaca zero. "A pessoa às vezes não quer entender que ela precisa se submeter ao recomeço aqui", destaca a executiva, enfatizando a importância vital do planejamento prévio.
Além do choque cultural e da barreira do ego, a imigração corporativa esbarra em um sistema fiscal com regras de responsabilidade muito mais rígidas. Diferente do Brasil, onde a cultura muitas vezes terceiriza a culpa de erros fiscais para o escritório contábil, nos EUA o jogo é outro. "Na parte contábil, você não consegue jogar a bola pro contador e falar: 'Ah, ele não fez, ele esqueceu'. O empresário, ele é corresponsável por 100% de tudo que tá sendo executado", alerta a profissional.
Surpreendentemente, um dos maiores desafios de manter as empresas em conformidade nos EUA é lidar com o abismo tecnológico do governo local. Para ilustrar o atraso do IRS (Receita Federal Americana), Na conversa, Beatriz utiliza uma metáfora precisa: "A Receita Federal Americana são os Flintstones e a do Brasil são os Jetsons". Enquanto os brasileiros contam com a integração instantânea de plataformas como o portal gov.br, o fisco americano ainda opera na era do fax e do papel, podendo levar até um ano para processar correções.
Apesar da lentidão estatal, o mercado americano compensa com uma estabilidade inabalável. Questionada sobre as diferenças entre os dois países, Beatriz pontua que o brasileiro tem uma energia e uma habilidade de adaptação inigualáveis, mas os EUA vencem pela previsibilidade. "Eles não saem do quadrado, eles não dão jeito para nada. Então eles têm uma disciplina muito grande nos planejamentos", analisa. A receita do sucesso definitivo para o imigrante, portanto, é unir a determinação e a criatividade brasileira com a consistência inegociável do modelo de negócios americano.
Sobre Beatriz Torrezan:
Beatriz Torrezan é uma profissional de grande destaque na área de gestão corporativa e estratégica. Formada pela Faculdade de São Marcos (SP), e CEO da Alloy Business Club, movimento que eleva o empresário, ela iniciou sua carreira na indústria farmacêutica brasileira, onde alcançou rapidamente posições de gerência.
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