Entrar no mercado americano apenas para testar resulta em erro financeiro grave

Sobrevivência corporativa exige contratação de especialistas e diligência local rigorosa

ECON News

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22 de maio de 2026
Entrar no mercado americano apenas para testar resulta em erro financeiro grave

A cultura do improviso e da tentativa e erro, tão comum na abertura de pequenos negócios no Brasil, é um erro estratégico fatal nos Estados Unidos. Desembarcar na maior economia do mundo com a simples intenção de sentir o mercado ou ver no que vai dar é um desperdício irresponsável de capital e energia. O executivo Alexandre Medeiros avisa que a altíssima competitividade do território americano em 2026 pune operações que nascem sem um planejamento denso e sem o amparo de inteligência local.

Para o especialista, o amadorismo começa na ausência de uma rota clara. Ele orienta que o ponto inicial do fracasso é não ter um projeto bem estabelecido e dizer que vai apenas tentar entrar no país para testar a aderência. Se o profissional quer empreender nos Estados Unidos, tem que ter clareza absoluta do que vai fazer, do porquê e de como executar. O sucesso sustentável exige alvos traçados a curto, médio e longo prazo, funcionando como o verdadeiro motor para o talento natural do empreendedor brasileiro.

Outro fator de risco apontado pelo executivo é a perigosa síndrome do lobo solitário, onde o empresário acredita ser plenamente capaz de desbravar o mercado externo sem ajuda. Alexandre adverte que a sobrevivência corporativa exige a contratação de especialistas e a imersão total na realidade local.

Ele ensina que o empresário não faz nada sozinho e que é preciso ter pessoas com experiência, fazer uma diligência adequada e tomar informações de gestores que já tenham vivência no local. O executivo é implacável ao definir as regras do jogo americano e afirma que não é possível vir de qualquer jeito, na cara e na coragem, disposto apenas a experimentar. Quando o profissional vai para um mercado de muitas oportunidades e extrema competição, não tem espaço para tentativa e erro, nem para achar que faz tudo sozinho. Essa mudança de mentalidade é o que blinda as marcas contra a perda de capital na expansão.