Falta de assessoria jurídica gera perdas financeiras na busca por vistos americanos
Especialista detalha como a cobrança por candidato no Golden Visa encarece o processo para famílias
ECON News
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Empresários brasileiros que buscam internacionalizar negócios e obter a residência americana por meio de investimentos enfrentam desafios no planejamento financeiro. A implementação do chamado Golden Visa americano gerou dúvidas em relação ao tradicional visto de investidor EB-5. Investir sem compreender a diferença entre um aporte com retorno previsível e uma doação a fundo perdido pode comprometer o patrimônio das famílias.
A advogada Andrea Bowers analisa as diferenças práticas entre os dois modelos. O EB-5 exige um aporte financeiro (geralmente de 800 mil dólares) em um projeto que gere dez empregos. "Nesse projeto você tem uma previsibilidade de ter esse dinheiro de volta em quatro ou cinco anos. Criou-se esse caminho como uma forma de atrair dinheiro barato para desenvolver os Estados Unidos", explica. Além disso, o valor investido cobre o aplicante principal, o cônjuge e os filhos menores de 21 anos.
O Golden Visa, por sua vez, apresenta uma estrutura financeira diferente. "A proposta é que você está de fato comprando o Green Card, porque está doando esse um milhão de dólares. Não tem previsibilidade de retorno desse capital e a doação é por candidato", detalha Andrea.
A especialista pontua o impacto financeiro para quem avança sem orientação adequada. "Se você estiver falando de uma família de quatro pessoas, o aporte financeiro não é de um milhão, são quatro milhões de dólares em doação, mais 60 mil dólares de taxas para o governo". Andrea acrescenta que o Golden Visa foi criado por ordem executiva e ainda carece de regulamentação clara, exigindo cautela dos investidores em comparação à estrutura já consolidada do programa EB-5.