Falta de estruturação prévia justifica encerramento de empresas brasileiras nos Estados Unidos

Investidores brasileiros enfrentam limitações financeiras e culturais sem estruturação prévia

ECON News

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01 de abril de 2026
Falta de estruturação prévia justifica encerramento de empresas brasileiras nos Estados Unidos

A comunidade empresarial brasileira nos Estados Unidos frequentemente convive com histórias de negócios que ruíram pouco tempo após a inauguração. Enquanto a opinião pública tende a rotular essas falhas como má gestão intencional ou desonestidade, Jorge Galvão, estrategista de internacionalização, oferece uma visão muito mais analítica e fundamentada em dados sobre essas quedas.

Para o executivo, o fracasso raramente é um ato de má fé, mas sim o colapso de uma operação sem estrutura técnica. "Na grande maioria das vezes, os empresários brasileiros que vem para cá acabam tropeçando nas limitações do planejamento". Quando o capital encurta e as regras americanas apertam, os gestores entram em modo de sobrevivência. "Ninguém planeja fracassar, fracassa por não planejar". Nesse desespero, decisões erradas são tomadas, o que o mercado acaba julgando de forma impiedosa.

Para ilustrar a importância do rigor estratégico, Galvão utiliza a exploração espacial como paralelo máximo da preparação. "Os americanos não foram na Lua por oportunidade, eles foram na Lua por planejamento, criaram um planejamento muito rígido para que isso fosse possível". Da mesma forma, enfrentar as dificuldades tributárias, logísticas e culturais exige resiliência. "A obra é muito difícil e a gente só suporta a obra porque a gente tem um projeto".

A conclusão da matéria serve como um mantra para qualquer futuro investidor. Em vez de se aventurar contando com a sorte ou com a lábia do mercado nacional, o sucesso exige método. "Eu acho que é assim que a gente tem que definir: venha, mas venha com o projeto e não aproveitando uma oportunidade".