Falta de padronização ao abrir filiais destrói o controle do dono sobre a própria marca
Improvisar na internacionalização da empresa ameaça a qualidade do serviço
ECON News
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Levar uma empresa de serviços para os Estados Unidos é um grande desafio operacional. Muitos empresários decidem cruzar a fronteira pensando apenas em faturar em dólar, mas esquecem do básico: resolver a questão imigratória, revalidar a parte técnica e manter o padrão de qualidade. Pedro Henrique, dono da clínica Advance, que tem unidades em São Paulo e Orlando, avisa que o amadorismo na hora de expandir é o caminho mais rápido para quebrar.
O primeiro passo para sobreviver fora do Brasil é respeitar a burocracia. "Para ter um negócio nos Estados Unidos, precisamos estar legais no país. A questão imigratória vem primeiro. Além disso, fiz cursos de atualização para não ficar para trás no mercado de saúde americano. Só depois de tudo isso é que abrimos a LLC, que funciona como o nosso CNPJ lá fora", relata o fisioterapeuta, que hoje é cidadão americano.
Mas o maior pesadelo de quem abre filiais é perder a identidade da marca. Ao entregar o atendimento nas mãos de outras equipes, o risco do serviço perder a essência do dono é enorme. Para evitar que isso aconteça, Pedro aposta em uma gestão focada em três pontos inegociáveis: tempo, processos e pessoas.
"O nosso maior desafio como empreendedores é gerenciar esses pilares. Nós não somos apenas uma máquina de atender clientes; também precisamos cuidar do marketing e do caixa da empresa", explica. A saída encontrada para não perder o controle foi criar um padrão rigoroso de atendimento para todos os profissionais. "Usamos a mesma lógica do McDonald's. Se você comer um Big Mac aqui ou em outra região, o sabor será igual. A diferença é que eles vendem um produto, e nós vendemos um serviço", conclui o empresário, mostrando que a qualidade não pode mudar de acordo com o fuso horário.