Fim do anonimato corporativo exige que empresários humanizem marcas na internet

Especialista em relações públicas utiliza o sucesso da Apple para ilustrar como a personificação dos negócios atrai clientes

ECON News

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06 de abril de 2026
Fim do anonimato corporativo exige que empresários humanizem marcas na internet

A era das corporações sem rosto chegou ao fim. Com o avanço implacável das redes sociais, a confiança do consumidor está cada vez mais atrelada à figura humana que lidera a operação. Gisele Suardi, especialista em relações públicas e comunicação, adverte que empresários que insistem em se esconder atrás de logomarcas estão perdendo terreno e oportunidades de negócio diariamente.

A especialista constata um movimento claro no mercado digital. "O mercado cada vez mais tem evoluído, aqui nas redes sociais, na internet. Você precisa estar presente e ser a cara do seu negócio". A lógica por trás dessa exposição é puramente comercial e emocional, baseada na premissa de que pessoas compram de pessoas. "A gente falando de pessoas todo mundo quer ter confiança e comprar algo, seja um produto ou seja um serviço de quem eu confio".

Para ilustrar o peso da marca pessoal, Gisele recorre a um dos maiores impérios tecnológicos do mundo. "A Apple ficou muito mais famosa quando o dono da Apple apareceu cada vez mais". Seguindo esse raciocínio, ela incentiva executivos e empreendedores a fortalecerem seus próprios nomes. A estratégia de relações públicas focada na imagem do líder é tão poderosa que, além de alavancar vendas, serve como um passaporte para a expansão de fronteiras, auxiliando até mesmo na imigração e captação de negócios nos Estados Unidos.