Internacionalização Entrada nos EUA exige estrutura além da estratégia de vendas
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Expansão internacional exige dados, preparo e análise real de mercado, alerta Morita em avaliação sobre marcas brasileiras.
ECON News
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Internacionalizar uma marca é um marco natural para empresas bem-sucedidas, mas a transição do mercado doméstico para o solo estrangeiro exige muito mais do que apenas otimismo. Uma dúvida comum entre os empreendedores é se qualquer modelo de negócio pode cruzar fronteiras ou se são necessários perfis de atuação específicos. O processo de expansão global é acessível a todos os segmentos, desde que a companhia já tenha validado a sua eficiência operacional localmente. O histórico de resultados positivos no país de origem é o primeiro e mais importante pré-requisito para sustentar o choque inicial de enfrentar uma concorrência internacional.
No entanto, exportar uma fórmula que já se provou lucrativa no Brasil não garante a aceitação automática em outra cultura. A expansão demanda uma análise de viabilidade rigorosa e totalmente localizada, mapeando o interesse real do novo público. "Toda marca tem condição, uma vez que se entenda que ela tem uma fórmula de sucesso, que ela já teve um bom resultado de sua operação e que, sobretudo, entende que naquele local existiria essa demanda", explica Eduardo Morita, destacando que a clareza sobre a necessidade do mercado-alvo é vital.
Além de mensurar o volume de demanda, o gestor precisa mapear profundamente o ecossistema comercial do destino escolhido. Agir às cegas ou basear a internacionalização apenas em percepções superficiais adquiridas durante viagens a turismo é um erro estratégico grave. O plano de negócios deve prever com exatidão como a marca irá se posicionar e competir com os players locais já consolidados. "Cabe obviamente uma análise e o estudo de mercado, não só de analisar o seu produto com relação à aceitação, mas ver concorrentes ou operações similares, identificando de que forma ele consegue se estabelecer para se destacar no mercado", detalha Morita.
Em última análise, a internacionalização é um investimento de alto impacto que não tolera improvisações administrativas. A construção prévia de um projeto estruturado funciona como a principal blindagem contra prejuízos financeiros e falhas de adequação. "É importante esse projeto inicial de avaliação de mercado para não se frustrar e imaginar que aquela visão que ele teve com relação a uma percepção momentânea não seja frustrada. Merece sim um estudo para que a marca possa ter esse êxito", conclui. O sucesso na economia globalizada, portanto, não é fruto do acaso, mas sim de dados sólidos e planejamento cirúrgico.
Sobre Eduardo Morita:
Eduardo Morita é uma das maiores referências em franchising no Brasil. Com mais de 30 anos de experiência, Morita participou da abertura de mais de 500 franquias, incluindo operações nos EUA, Europa e América do Sul. Engenheiro pela USP, com especialização em marketing e contratos de negócios, ele é Diretor da Promart, da Franquia USA e também atua no Comitê Internacional da ABF, apoiando a expansão global de marcas. Um nome respeitado quando o assunto é crescimento estratégico e internacionalização de negócios.
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