Mercado da saudade tem prazo de validade

Paulo Schneider explica por que depender apenas de brasileiros pode comprometer um negócio

ECON News

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11 de julho de 2026
Mercado da saudade tem prazo de validade

O cenário corporativo americano registra diversos casos de empresas brasileiras extremamente famosas e bem-sucedidas em seu país de origem que enfrentaram severa vulnerabilidade financeira. Paulo Schneider, que acompanha de perto o fluxo de capital estrangeiro nos Estados Unidos, revela que o principal motivo de estagnação dessas corporações é a falha estratégica de criar produtos exclusivamente para a comunidade imigrante, ignorando o nativo americano.

O padrão de falha estrutural é sempre o mesmo. A empresa desembarca na América, abre as portas e experimenta um alto volume de vendas inicial. Segundo o executivo, "Nos primeiros seis meses funcionou porque também de certa forma era uma curiosidade, matar a saudade para o consumidor brasileiro. Mas esses seis meses passaram, o brasileiro se saciou da comida ou do produto em geral e daí voltou para consumir as outras centenas de milhares de opções que tem aqui".

A miopia corporativa ocorre no passo seguinte. Após a queda das vendas para o público saudoso, a empresa percebe que não construiu relacionamento com o público local. Schneider pontua que "A grande falha ali foi a falta de marketing para apresentar e introduzir um produto para o mercado consumidor americano. Esta é a grande falha da maioria das empresas que vêm para cá".

Schneider é enfático ao afirmar que milhões de dólares sofrem graves perdas anualmente por essa falta de planejamento de longo prazo. O conselho definitivo do especialista para evitar a vulnerabilidade estrutural no mercado norte-americano é a adaptação estratégica. Ele aconselha que "Busque assessoria, faça um plano estratégico. Você precisa de profissionais daqui que têm essa experiência e esse know-how para você não sofrer muito".