No mercado americano, produto não basta. Restaurantes brasileiros ganham clientes apostando no calor humano

Fundador da P Faction explica como o atendimento personalizado e o cuidado individual superaram a frieza do serviço tradicional

ECON News

ECON News

Autor

08 de março de 2026
No mercado americano, produto não basta. Restaurantes brasileiros ganham clientes apostando no calor humano

Em um mercado altamente saturado e padronizado como o setor de alimentação nos Estados Unidos, a qualidade do produto é apenas o requisito mínimo para operar. O verdadeiro campo de batalha pela fidelização de clientes ocorre no balcão de atendimento. José Emanuel Barbosa, criador da P Faction, identificou essa vulnerabilidade no sistema americano e utilizou a hospitalidade brasileira como sua principal estratégia de crescimento.

A fundação de sua marca foi pautada na observação crítica do serviço local. "A estratégia veio de dentro de mim, porque, quando eu ia a um local, eu sempre quis ser bem tratado. Eu vi que o atendimento aqui era um pouco robotizado, uma coisa mais fria", avalia o empresário.

Para romper com essa mecanização, Barbosa implementou uma cultura de extrema personalização no salão de sua pizzaria. "Eu comecei a tratar cliente por cliente, conhecer cada pessoa, chamar pelo nome e fazer a pizza de acordo com o que cada pessoa gostava".

Essa humanização do serviço, que contrasta fortemente com o modelo fast-food americano, criou um elo de confiança e pertencimento com o consumidor. A estratégia de tratar o cliente como um convidado em sua própria casa foi, segundo o fundador, o pilar central que permitiu à empresa escalar sua marca e se tornar um nome desejado no disputado cenário gastronômico da Flórida.