O choque que muitos executivos enfrentam ao tentar empreender no exterior

Rodrigo Lucas revela por que planejamento e execução intensa são essenciais no mercado americano

ECON News

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07 de março de 2026
O choque que muitos executivos enfrentam ao tentar empreender no exterior

A decisão de abandonar uma carreira corporativa consolidada no Brasil para desbravar o mercado dos Estados Unidos é um movimento que exige coragem, mas, acima de tudo, preparo estratégico. Rodrigo Lucas, empresário que atuou por mais de 18 anos em uma grande trading company brasileira, sentiu na pele o peso dessa transição ao chegar à Flórida, deparando-se com um cenário comercial brutalmente diferente daquele que conhecia como turista.

A quebra de expectativa é o primeiro obstáculo do imigrante investidor. O empresário adverte que a ideia de mudar de país para ter uma rotina mais relaxada é um equívoco perigoso. "Quando você sai de um país para vivenciar uma outra cultura e outros negócios, ainda mais tendo atingido um nível de carreira muito sólido em uma grande multinacional, o início é muito desafiador. A gente acha que vai trabalhar menos e se divertir mais, mas é muito ao contrário. O trabalho é muito árduo", relata.

Com uma comunidade brasileira na Flórida estimada em 450 mil pessoas, as oportunidades são vastas, mas a concorrência é implacável. Para o executivo, o segredo da sobrevivência mercadológica reside em não subestimar o ambiente de negócios. "Tudo o que você pensar em fazer, alguém já está fazendo. Para você despontar num mercado onde chega mais velho e não nasceu ali, é difícil".

A filosofia adotada por Lucas para consolidar sua trajetória internacional resume-se a uma postura de execução silenciosa e trabalho intenso. "Você planeja o dobro, trabalha o triplo e fala a metade", ensina o fundador da Fênix Smart Clean. A conclusão é que o sucesso fora do país de origem exige o abandono da zona de conforto e a disposição para executar exatamente aquilo que a maioria dos concorrentes se recusa a fazer.