Planejamento A Logística de Levar Inteligência Internacional até o Empresariado Nordestino
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Produtor revela que organizar uma festa para mil pessoas na América exige mais esforço logístico do que um megaevento no Brasil
ECON News
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A bagagem profissional adquirida no Brasil frequentemente gera uma falsa sensação de segurança em empreendedores que desembarcam nos Estados Unidos. No mercado de entretenimento, essa arrogância custa caro. Alberto Vaz, que acumulou anos de experiência produzindo eventos ao lado de ícones como Bell Marques na Bahia, adverte que o rigor operacional e as leis americanas não toleram o improviso típico do carnaval brasileiro.
A disciplina baiana, no entanto, foi o seu escudo. "A banda Chiclete com Banana foi uma escola. O Bell é viciado em trabalho e muito perfeccionista; na segunda-feira, após a turnê, ele já estava no escritório cobrando que as coisas acontecessem. Isso me ensinou a trabalhar da forma que atuo hoje. Quero um evento impecável, desde a entrada até a experiência do cliente", afirma o produtor.
Contudo, aplicar essa perfeição no mercado americano exige um esforço logístico desproporcional. A dor do produtor de eventos na América está na burocracia das prefeituras, na escassez de fornecedores flexíveis e na rigidez do sistema. "Fazer uma festa de mil pessoas nos Estados Unidos dá um trabalho às vezes maior do que um evento de dez mil pessoas feito no Brasil", desabafa Vaz. A lição deixada é clara: quem não se adaptar à frieza e ao perfeccionismo exigido pela máquina americana será esmagado pela concorrência local.
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