O erro fatal de tentar crescer rápido demais e como a falta de governança destrói empresas no exterior
Roberto Bertino alerta que crescimento sem disciplina operacional é o caminho mais curto para a falência
ECON News
Autor
A ambição de transformar uma empresa local em uma multinacional frequentemente cega os empreendedores para os riscos letais da falta de estrutura. O desejo de escalar rapidamente, sem o alicerce de processos rigorosos, transforma o sonho da internacionalização em um pesadelo de perda de caixa e destruição de marca. Roberto Bertino, líder da Rede Nóbile de Hotéis, que hoje opera 68 unidades em sete países, adverte que o crescimento desordenado é um erro primário.
Para o executivo, o amadurecimento corporativo não aceita atalhos. "Ninguém cresce grande. Quem cresce grande é monstro. Você tem que crescer pequeno, galgando seus espaços e conquistando a sua reputação no mercado. Crescer dói. Crescer é algo que demanda maturidade e disciplina", sentencia Bertino.
A expansão da Nóbile para a América do Sul e, posteriormente, para a Europa e os Estados Unidos, foi baseada em uma tríade de sobrevivência que blinda a empresa contra o amadorismo. "Internacionalizar está baseado em três pilares: uma governança forte, parceiros locais confiáveis que entendam a cultura da companhia, e a disciplina operacional. O ambiente fora do Brasil é diferente. Nós entendemos que precisamos adaptar os processos sem perder eficiência. Escala só funciona quando vem acompanhada de padrão e controle", alerta o empresário, provando que o sucesso global exige uma obsessão quase doentia por regras e governança.