Planejamento A Logística de Levar Inteligência Internacional até o Empresariado Nordestino
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Sem planejamento, a dupla tributação nos EUA pode consumir mais de 70% dos lucros de empresários brasileiros.
ECON News
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A crescente onda de expatriação de executivos e famílias brasileiras para os Estados Unidos traz à tona um desafio que vai muito além da adaptação cultural. A complexidade do sistema de arrecadação americano esconde armadilhas severas para quem cruza a fronteira sem uma blindagem financeira adequada. Durante sua participação no programa ECON Experience, o especialista em contabilidade internacional João Gomes alertou que o planejamento tributário prévio é a única ferramenta capaz de salvar o patrimônio de recém-chegados, devido à drástica diferença legislativa entre os dois países.
O maior abismo fiscal enfrentado pelos empresários reside na forma como a distribuição de lucros é tratada pelos dois governos. No Brasil, independentemente do regime tributário da corporação, seja Simples Nacional, Lucro Presumido ou Lucro Real, os valores repassados à pessoa física do sócio são atualmente isentos de novas taxações. No entanto, o cenário muda agressivamente sob a ótica da legislação norte-americana. "A importância do planejamento tributário é devido à grande diferença de leis. A consequência na situação da distribuição de lucro é que nos Estados Unidos os dividendos são tributados", explica João.
Para o fisco americano, o lucro retirado de um negócio próprio no Brasil possui exatamente o mesmo peso e categorização dos rendimentos gerados por investimentos no mercado de capitais. "Se você tem ações de empresas de capital aberto como Meta, Amazon ou Microsoft e elas distribuem dividendos, você declara na pessoa física e paga imposto sobre esse rendimento. No caso do Brasil, quando a pessoa tem uma empresa e distribui o lucro, esse lucro tem o mesmo tratamento", detalha o especialista, evidenciando o choque de realidade para o investidor desavisado que se torna residente nos EUA.
A ausência de uma reestruturação contábil antes da imigração resulta em uma bitributação com potencial catastrófico para as finanças de quem empreende. Usando a retirada de um milhão de dólares como exemplo prático, o profissional ilustra o colapso do capital. "Se essa empresa tá no lucro real, a empresa já pagou 34% sobre esse lucro. Se esse mesmo indivíduo é residente fiscal americano, ele estaria tributando esse milhão na pessoa física também, e esse imposto pode chegar a 37%", alerta João. A soma dessas retenções transnacionais comprova que o empresário pode perder mais de 70% de sua renda sem a proteção devida.
Diante desse cenário de altíssimo risco, a transição de residência para os Estados Unidos exige que a organização patrimonial seja tratada como prioridade máxima e estruturada ainda em solo brasileiro. Ingressar no sistema americano acreditando na perpetuidade das isenções nacionais é um erro que custa fatias imensas de riqueza. A execução de um planejamento contábil minucioso garante que a internacionalização do executivo seja sinônimo de expansão de negócios e segurança, e não de prejuízos irreversíveis.
Sobre João Gomes
João é consultor tributário com mais de 20 anos de atuação nos EUA, licenciado CPA no estado da Flórida e Geórgia,especializado em estratégia fiscal e mentoria para empresas e contadores. Bacharel e mestre pela Florida Atlantic University (FAU), ele comanda uma empresa que oferece soluções práticas e personalizadas no cenário tributário americano com planejamento tributário e diminuição de impostos atendendo brasileiros e empresas que operam nos EUA.
Veja essa conversa com João Gomes em: https://www.youtube.com/watch?v=k2w8cMjQW3U
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