O fim da aventura de abrir empresas nos Estados Unidos às cegas e por que o investidor brasileiro mudou de perfil

Adriana Munholi avisa que abrir uma LLC americana guiado apenas pela intuição garante a ruína total do seu capital no exterior

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20 de março de 2026
O fim da aventura de abrir empresas nos Estados Unidos às cegas e por que o investidor brasileiro mudou de perfil

Até poucos anos atrás, o sonho de empreender nos Estados Unidos era frequentemente impulsionado mais pela coragem do que pelo conhecimento. Muitos brasileiros desembarcavam na América e abriam empresas genéricas sem qualquer estratégia tributária, guiados apenas pela promessa de uma economia forte. Contudo, esse perfil aventureiro está morrendo. A especialista em planejamento fiscal Adriana Munholi diagnostica uma mudança radical no nível de exigência e preparo do novo imigrante corporativo.

A profissional aponta que a dor das falhas passadas e o acesso à informação transformaram o mercado. "Antigamente, tínhamos uma pessoa que migrava ou abria uma empresa nos Estados Unidos em busca de novas oportunidades de maneira menos estruturada. A pessoa abria uma LLC simplesmente por achar que era o caminho mais fácil. Hoje, a imigração e a abertura de empresas em solo americano são muito mais conscientes", explica Adriana, CEO da Primelytax.

O novo investidor já chega à Flórida exigindo um nível de sofisticação contábil global. "A pessoa que está vindo para cá hoje tem mais capacitação técnica e maior entendimento do mundo fiscal. Hoje mesmo, estou fazendo o planejamento fiscal de um cliente que tem operações no Brasil, na Europa, em Dubai e aqui nos Estados Unidos", exemplifica a contadora. Esse amadurecimento, impulsionado pela digitalização, extinguiu a margem para o amadorismo e obrigou as consultorias a entregarem estruturações planificadas para proteger fortunas transnacionais.