O fim da venda passiva e a importância da consultoria na escolha de um imóvel na América

Como a montagem de estruturas fiscais e a análise de valorização regional diferenciam um especialista da simples corretagem

ECON News

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04 de março de 2026
O fim da venda passiva e a importância da consultoria na escolha de um imóvel na América

No aquecido mercado imobiliário dos Estados Unidos, a simples intermediação de compra e venda tornou-se um serviço obsoleto para o investidor estrangeiro de alto nível. Paulo Schneider, experiente corretor de hipotecas nos Estados Unidos, enfatiza que o verdadeiro diferencial de um corretor moderno reside na capacidade de estruturar o negócio financeiramente e juridicamente, transformando a compra em uma operação blindada.

Para Schneider, o ato de mostrar casas é apenas a superfície da profissão. "A clareza do nosso serviço é que qualquer um pode vender uma casa, mas o conceito por trás do processo de venda de casa não é só uma venda, tem toda uma estratégia por trás de montar a estrutura para o cliente". Essa estrutura envolve um interrogatório técnico profundo: o objetivo é lucro a curto ou longo prazo? O bairro possui plano de gentrificação ou construção de infraestrutura pública? Qual o impacto do zoneamento escolar no valor de revenda?

A resposta a essas perguntas molda a estratégia de aquisição. O trabalho consultivo exige a orquestração de uma equipe multidisciplinar. "Vem o nosso know-how, vem tudo isso trabalhando com a nossa equipe, nossos parceiros de negócio que envolvem o banco que faz o financiamento, a empresa que faz a inspeção, o advogado que cuida da burocracia da escritura e o contador".

O especialista destaca uma manobra legal crucial para o comprador internacional que frequentemente é ignorada por corretores inexperientes. "Se você comprar essa casa como estrangeiro, você de preferência deve comprar o imóvel no nome de uma empresa até que um dia você se torne residente aqui por inúmeros fatores fiscais". A conclusão de Schneider é que o mercado não aceita mais a venda por impulso; a aquisição deve ser tratada como um movimento estritamente corporativo.