O papel das universidades americanas na construção de jogadores profissionais

Diferente do Brasil, o modelo dos EUA exige excelência acadêmica como porta de entrada obrigatória para o esporte

ECON News

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17 de fevereiro de 2026
O papel das universidades americanas na construção de jogadores profissionais

A jornada de uma criança que sonha em ser jogador de futebol nos Estados Unidos segue uma rota radicalmente diferente daquela conhecida no Brasil. Enquanto no mercado sul-americano os jovens talentos são absorvidos precocemente pelas categorias de base dos clubes, no cenário norte-americano o sistema educacional é o grande filtro do esporte profissional.

Rafael Alves, gestor de academias de futebol nos EUA, aponta que o ecossistema universitário é o caminho natural para a profissionalização. "A criança que quer jogar futebol nos Estados Unidos, ela vai conseguir ter dois caminhos, porque você vai provavelmente precisar passar numa universidade para que dessa universidade você seja escolhido para ser um jogador de futebol". Ele compara o processo com o famoso sistema de escolhas da liga de basquete, ressaltando que a universidade é o maior celeiro de atletas do país.

O executivo esclarece que, salvo raras exceções de talentos muito fora da curva, a grande maioria dos aspirantes depende da exposição gerada pelas competições universitárias. "Para você ser esse atleta nos Estados Unidos, você tem que estudar. Por quê? Porque é ali que você vai ser visto". Esse modelo garante não apenas a formação esportiva, mas fortalece a indústria do esporte universitário americano.