Os passos obrigatórios antes de exportar bens de consumo para o gigante mercado norte americano

Especialista detalha a importância de mapear a concorrência e compreender as barreiras regulatórias antes de investir

ECON News

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04 de março de 2026
Os passos obrigatórios antes de exportar bens de consumo para o gigante mercado norte americano

O mercado consumidor dos Estados Unidos possui proporções continentais, capazes de escalar uma empresa a níveis globais ou de engolir orçamentos mal planejados em poucos meses. Carol Rocha, consultora especializada na inserção de marcas no varejo americano, alerta que a fase de preparação e análise de viabilidade é a etapa mais crítica e negligenciada pelas empresas de bens de consumo do Brasil.

O primeiro passo é um rigoroso mapeamento do ecossistema onde o produto será inserido. "É realmente necessário se preparar porque a dimensão que as coisas podem tomar pode ser uma dimensão muito grande. Eu sugiro primeiro avaliar o mercado, a sua categoria, a performance dessa categoria no mercado americano, se o seu produto tem público", orienta Rocha.

A especialista destaca que a inovação extrema pode ser uma faca de dois gumes. Se o produto introduz uma categoria até então inexistente nos EUA, a marca precisará arcar com os altos custos de educação do consumidor. Embora a empresa traga na bagagem o sucesso obtido no Brasil, adaptações locais são inegociáveis.

Além da aceitação do público, o empresário deve enfrentar a rígida burocracia governamental. Rocha alerta para a necessidade de auditoria prévia. "Algumas categorias de produto requerem alguns aspectos regulatórios, algumas certificações, alguns registros. Você também vai precisar estudar e analisar quais são necessários para a sua categoria de produtos antes de começar um processo de exportação e comercialização nos Estados Unidos". Somente após superar essas barreiras de pesquisa e regulamentação a empresa estará verdadeiramente pronta para exportar.