Internacionalização Entrada nos EUA exige estrutura além da estratégia de vendas
Especialista alerta que vender no exterior sem planejamento pode gerar prejuízos e comprometer o patrimônio da empresa
Especialista Nilton Pedreira revela como o licenciamento de marcas americanas salva negócios
ECON News
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A complacência de liderar um nicho no Brasil frequentemente cega o empresário para um risco letal: a internacionalização silenciosa do seu concorrente direto. Enquanto uma empresa luta contra a complexa tributação e a instabilidade política do mercado interno, seu rival pode estar, neste exato momento, dolarizando o caixa e multiplicando o valuation (valor de mercado) nos Estados Unidos.
Nilton Pedreira alerta que a demora em agir é o maior dreno de capital das indústrias nacionais. "Quando você entende como pensa o americano e olha para o Brasil, vê fabricantes com coisas geniais que não conseguem escalar. Se você tem um bom produto no Brasil e consegue convertê-lo em oportunidades reais aqui, o aumento do seu valuation é óbvio. Você já sai na frente de qualquer concorrente. Mas enquanto você espera a melhor janela, com medo do novo, vai ficando para trás e perdendo a chance de ganhar em dólar", adverte o especialista.
Para furar a bolha americana, Nilton propõe uma estratégia agressiva e poupada por muitos: o licenciamento de marcas consolidadas. "Por que não pegar o seu melhor produto e procurar uma licença de uma marca americana conhecida que possa fazer seu produto rampar corretamente? Ao invés de gastar uma volumetria imensa de recursos tentando impor sua própria marca do zero, você pode envelopar seu produto com algo já altamente consumido no mercado americano", orienta. Ele também critica o erro crônico de focar apenas no "mercado da saudade" (vender apenas para brasileiros imigrantes), o que, segundo ele, limita drasticamente o crescimento da empresa na América.
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