Por que abandonar a sua ideia original é a única saída para não falir no mercado americano
Empreendedor relata o desespero de enfrentar o idioma e a rigorosa burocracia dos EUA
ECON News
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O processo de internacionalização de um negócio exige que o empreendedor engula o ego e abandone sua ideia original rapidamente para não falir. José Emanuel Barbosa, fundador da P Faction, vivenciou esse desespero logo ao desembarcar nos Estados Unidos. Ele percebeu de forma dolorosa que seu projeto de abrir uma padaria tradicional esbarrava em uma barreira cultural implacável e silenciosa.
O empresário relata que a intenção primária era preencher uma suposta lacuna no mercado para a comunidade imigrante. "A ideia de montar uma padaria nos Estados Unidos surgiu porque eu vi que não existiam padarias brasileiras aqui. Porém, chegando na Flórida, me deparei com uma dificuldade brutal. O brasileiro que mora aqui simplesmente não tem aquela cultura que temos no Brasil de passar na padaria no final da tarde para comprar o pãozinho quente", explica Barbosa.
Diante dessa constatação assustadora e com o risco real de perder todo o investimento, a rota precisou ser recalculada urgentemente para o setor de pizzarias. O início da nova operação foi marcado por um grande choque burocrático e pela barreira paralisante do idioma. "Foi um começo extremamente complicado por causa da língua, por estar em outro país e pelas leis serem completamente diferentes do que eu conhecia. Mas um dos motivos que me trouxeram para os Estados Unidos foi exatamente o fato de que as leis realmente funcionam", pondera.
O desafio diário e exaustivo de compreender e operar sob a rigorosa legislação americana forjou a resiliência do negócio. Hoje, totalmente consolidada no acirrado mercado de Orlando, a P Faction é a prova viva de que a flexibilidade comercial nos primeiros meses de imigração é o único fator que garante a sobrevivência e evita a quebra definitiva de uma marca no exterior.