Por que errar pequeno é o maior segredo para o sucesso corporativo nos Estados Unidos
Jorge Galvão defende que o histórico de grandeza no Brasil não garante resultados no exterior
ECON News
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Em mercados ultradinâmicos e competitivos, a velocidade de adaptação de uma empresa vale mais do que o seu faturamento no país de origem. Jorge Galvão, executivo especializado em conduzir marcas brasileiras aos EUA, propõe uma filosofia de gestão paradoxal para os novos entrantes no mercado norte-americano: a excelência não está em não errar, mas na capacidade de errar barato.
O consultor observa que muitos empresários carregam a arrogância do sucesso nacional como bagagem. Esse apego ao passado é um obstáculo. "No Brasil você pode ser grande, no Brasil você pode satisfazer algumas necessidades do teu mercado, mas aqui você vai ter que aprender a fazer, eu sempre falo, tudo de novo". Essa desconstrução é o primeiro passo para compreender a velocidade e as demandas do consumidor americano.
A metodologia sugerida por Galvão baseia-se na experimentação controlada. A ideia é testar hipóteses comerciais em pequena escala, absorvendo os impactos negativos sem comprometer o caixa da companhia. "A grande sacada aqui é errar o menor possível e aí você vai ganhando capacidade de errar menos".
Em conclusão, a resiliência corporativa nos Estados Unidos é construída através desse aprendizado contínuo. "Aprender com capacidade de errar quando aqueles erros te custam barato e à medida que você for aprendendo você ganha essa capacidade dinâmica de enfrentar o mercado". A agilidade nasce, portanto, da humildade estratégica de se permitir ser iniciante novamente.