Por que o ego corporativo esgota a sua energia e afasta o lucro da sua empresa

Escolha de função baseada no ego impede mulheres de atingirem a estabilidade

ECON News

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24 de maio de 2026
Por que o ego corporativo esgota a sua energia e afasta o lucro da sua empresa

A cultura do empreendedorismo frequentemente vende a ideia irreal de que o topo da cadeia alimentar é sempre ser o CEO ou o presidente de uma empresa. Muitas mulheres travam o próprio crescimento profissional e amargam estagnação financeira por insistirem em ocupar cadeiras para as quais não têm vocação, ignorando o próprio talento bruto em áreas muito mais rentáveis, como vendas ou desenvolvimento comercial. A mentora Val Justo quebra o mito de que apenas o dono do negócio enriquece e prova que a genialidade corporativa está em saber exatamente qual função ocupar para evitar prejuízos.

Para exemplificar o risco financeiro da teimosia profissional, ela expõe uma das vitórias mais inusitadas de sua carreira no Brasil. A executiva relata ter administrado cinco escritórios de advocacia em São Paulo sem sequer ter a aprovação na OAB. Ela conta que fez a graduação em direito, mas não passou na prova técnica. Segundo a especialista, isso não foi um problema, pois ela se posicionou estrategicamente como a área comercial do escritório, não como a advogada responsável.

A lição expõe o grave perigo do ego corporativo. Val adverte que, de repente, uma mulher está em um cargo que deseja muito, mas não é onde possui facilidade e dom natural. Nesse cenário de ilusão, ela vai trabalhar exaustivamente, se dedicar ao máximo e não vai chegar a lugar nenhum. A mentora garante que chegou aonde queria apenas com o posicionamento correto de suas habilidades.

Esse pragmatismo comercial dita sua expansão atual e evita a perda constante de oportunidades. Hoje, liderando projetos nos Estados Unidos e Europa ao lado do marido e parceiro de negócios Fredson, ela alerta que a escolha da função deve ser baseada em dados reais e na fluidez natural, jamais na vaidade cega.

A especialista reforça que o relacionamento financeiro está ligado a quem a pessoa realmente é. Se a profissional não se considera merecedora e capaz, o processo simplesmente não vai fluir. Val relata que hoje possui negócios que trazem muito dinheiro, mas não é a presidente de todos eles. Ela se posiciona em um lugar que vai trazer esse retorno financeiro com muito mais facilidade. A mentora decreta que o verdadeiro poder está em ser quem você realmente é, eliminando de vez o romantismo tóxico da gestão empresarial.