Por que o medo de falir longe de casa paralisa brasileiros qualificados nos Estados Unidos
Ayrison Pequeno Junior detalha a transição da TI para o comando de um conglomerado na Flórida
ECON News
Autor
A transição de um emprego estável para a selva do empreendedorismo é frequentemente paralisada pelo medo do fracasso financeiro — um risco que se torna ainda mais assustador quando o palco é um país estrangeiro. Para Ayrison Pequeno Junior (PJ), hoje à frente de um conglomerado de empresas nos Estados Unidos, a coragem para dar esse salto no escuro não veio de manuais modernos de gestão, mas da memória das dificuldades financeiras enfrentadas por sua família no Brasil.
O empresário relembra com clareza a raiz de sua resiliência. "Meu pai era funcionário público e minha mãe dona de casa. Eles precisavam desesperadamente gerar uma nova renda para a família. A grande lembrança da minha infância era meu pai e minha mãe vendendo roupa em feiras ao redor de Brasília. Empreender era algo que já estava nas veias da nossa família por pura necessidade", relata PJ.
Apesar de ter construído uma carreira sólida de 25 anos como funcionário na área de Tecnologia da Informação (TI), a necessidade de assumir o controle total do seu destino financeiro falou mais alto ao imigrar. "Cheguei aos Estados Unidos e vi que existia uma sinergia que eu poderia utilizar imediatamente. Em vez de voltar a trabalhar para alguma empresa, percebi que poderia trabalhar para mim mesmo. Os Estados Unidos oferecem a estrutura para começar essa vida, mas a base de coragem veio do meu passado e do exemplo da minha família", conclui o empresário, provando que a vivência na escassez é, muitas vezes, o maior motor para a construção da riqueza.