Por que sua indústria não entra mais no mercado global sem ESG

Sem ESG real, a porta do mercado internacional simplesmente não abre.

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25 de março de 2026
Por que sua indústria não entra mais no mercado global sem ESG

A expansão de empresas brasileiras para o mercado exterior não depende mais apenas da qualidade do produto ou da competitividade de preços. Atualmente, a adoção de práticas sustentáveis e de governança corporativa tornou-se uma barreira de entrada rigorosa nas principais economias do mundo. Durante sua participação no programa ECON Experience, a diretora da GBI Consultoria Internacional e economista especializada em comércio exterior, Josefina Guedes, destacou que a inovação aliada à agenda ESG (Ambiental, Social e Governança) é o único caminho viável para a inserção global.

Para que as operações internacionais tenham sucesso, a preocupação com os impactos gerados pela cadeia produtiva precisa ser estrutural. Não basta adotar medidas ecológicas superficiais de marketing; o compromisso deve ser técnico e autêntico. "Isso para mim já faz parte no DNA das empresas. As empresas que querem participar no mercado internacional já têm que ter isso no seu próprio DNA, buscar assessoria técnica de pessoas especializadas nessa questão socioambiental e adaptar a indústria a toda essa nova ordem mundial", afirma a especialista.

Essa nova ordem comercial é ditada por regulamentações cada vez mais rígidas e punitivas para quem não se adequa, lideradas historicamente pelo mercado europeu, mas que já avançam rapidamente pelas Américas. "A Europa é pioneira nesses assuntos, tanto social quanto ambiental. O Brasil também tem uma lei que é equivalente ao CBAM [Mecanismo de Ajuste de Carbono na Fronteira] que já foi aprovada e deve ser regulamentada, e os Estados Unidos também já estão fazendo a sua própria legislação", explica Josefina Guedes.

A obrigatoriedade de implementação dessas exigências não é exclusividade de corporações multinacionais bilionárias. A rastreabilidade socioambiental recai sobre toda a rede de parceiros e fornecedores, impactando negócios de todos os portes. "Todos esses efeitos ambientais, sociais e econômicos têm que fazer parte, que é o ESG. Todas as indústrias, seja pequena, média e grande, têm que ter esse conceito de sustentabilidade", alerta Josefina=, evidenciando a universalidade das novas regras alfandegárias e comerciais.

Por fim, a sustentabilidade exigida pelo mercado externo transcende a preservação ecológica, demandando uma mudança profunda na ética de gestão das companhias. O investidor e o consumidor global buscam marcas que demonstrem clareza absoluta em suas ações. "Sustentabilidade diz respeito a tudo: à transparência no seu processo de administração e negócio, à parte social e também ao meio ambiente. Tudo isso tem que estar no próprio DNA de cada empresa", conclui a economista Josefina Guedes, reforçando que a verdadeira exportação começa com uma governança corporativa sólida e responsável.

Veja a conversa com Josefina Guedes em: https://www.youtube.com/watch?v=Dc55MVWAskY