Praticidade de festas americanas dita o ritmo do comércio de eventos na Flórida

Marta Bolognesi detalha diferenças entre festas luxuosas no Brasil e eventos nos EUA

ECON News

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25 de março de 2026
Praticidade de festas americanas dita o ritmo do comércio de eventos na Flórida

O setor de festas e eventos reflete diretamente a cultura e a organização social de um país. Ao operar uma confeitaria em Orlando, Marta Bolognesi precisou adaptar sua visão comercial para atender a um mercado cujas comemorações funcionam sob regras de tempo e formato muito mais estritas do que as praticadas no Brasil.

A empresária observa que as festas extravagantes e repletas de doces, muito comuns no Brasil, dão lugar a eventos menores e extremamente objetivos nos Estados Unidos. "Aqui as festas são menores, tem 30, 40 pessoas, é mais reservado". A tradição americana prioriza a locação de espaços públicos, como parques, onde a praticidade fala mais alto do que o luxo.

O fator mais desafiador para o prestador de serviços, no entanto, é a pontualidade inflexível que rege esses encontros. "Tem hora para iniciar e hora para acabar. Se você falar para ele que vai começar às dez e acabar às duas, ele chega umas dez e às duas estão se despedindo". Essa dinâmica cartesiana influencia diretamente o tipo de produto consumido, exigindo bolos que resistam à exposição ao sol em quiosques de parques e que se alinhem à praticidade de um evento rápido. Compreender essa mudança de paradigma é fundamental para qualquer empresário do ramo alimentício que deseja prosperar em solo americano.