Prêmios e reconhecimento acadêmico são vitais para vistos de habilidades extraordinárias

Especialista explica como prêmios, produção acadêmica e impacto profissional são decisivos para aprovações dos vistos EB1 e EB2

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26 de fevereiro de 2026
Prêmios e reconhecimento acadêmico são vitais para vistos de habilidades extraordinárias

Para o governo americano, não basta ser bom; é preciso provar ser extraordinário ou de interesse nacional. Gislene Leite, diretora de operações na Xplore Immigration Law Firm, detalha a matemática rigorosa por trás das aprovações dos vistos EB1 e EB2-NIW, onde o candidato deve preencher uma série de critérios objetivos que validem sua posição de destaque no mercado.

No caso do visto EB1, destinado a habilidades extraordinárias, a régua é alta. São dez critérios possíveis, dos quais o candidato deve cumprir pelo menos três. Gislene exemplifica com conquistas tangíveis: "Vamos pensar num atleta que ganhou um campeonato brasileiro ou internacional... ou a pessoa ter julgado o trabalho de outras pessoas na área dela, como banca em universidade".

Já para o EB2-NIW, a lógica combina qualificação técnica com benefício ao país. Além de provar formação acadêmica avançada ou habilidade excepcional, o aplicante enfrenta o desafio subjetivo de argumentar por que sua presença é vantajosa para os EUA. "Mesmo comprovando esses critérios, a pessoa deve mostrar que é de interesse nacional... que os Estados Unidos têm interesse naquele profissional".

Essa defesa técnica é o coração do trabalho da consultoria. Não se trata apenas de anexar diplomas, mas de construir uma argumentação jurídica que conecte a carreira do brasileiro às necessidades econômicas, culturais ou científicas dos Estados Unidos, transformando currículos em casos de interesse de Estado.