Carreira A Diversificação Geográfica como Pilar de Resiliência no Caixa Corporativo
A atuação em múltiplos mercados e em moeda forte protege o caixa corporativo contra volatilidades locais.
Executivo narra a virada da navegação para a aviação e os desafios de estruturar operações aeroportuárias
ECON News
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O ingresso em uma das áreas mais complexas e vitais da economia global pode ocorrer pelas vias mais inusitadas. Para Luiz Guilherme Pochaczevsky, executivo com mais de 40 anos de experiência em comércio exterior e logística internacional, a porta de entrada para o setor foi um simples anúncio nos classificados do jornal O Globo, na década de 1980. Hoje, atuando na diretoria de uma holding que administra aeroportos estratégicos no Brasil, ele relembra as fases de sua consolidação profissional.
Graduado em economia, o executivo conta que seu interesse por geografia e história foi o diferencial exigido no concurso da extinta estatal Lloyd Brasileiro. Essa primeira experiência abriu os caminhos para o transporte marítimo global. A transição para a iniciativa privada ocorreu na Aliança Navegação (Grupo Fischer), posteriormente adquirida pela alemã Hamburg Süd, onde ocupou diversas posições de liderança por 15 anos. Sua expertise o levou a estruturar a operação da gigante francesa CMA CGM no Brasil a partir do zero. "Foi um trabalho muito desafiador. Chegamos a abrir 23 filiais no Brasil e, num mercado muito competitivo e dominado por grandes players, em quatro anos conseguimos desenvolver diversas rotas e ter um market share bastante significativo", relembra.
A guinada em sua carreira ocorreu com o convite para atuar na aviação. Pochaczevsky assumiu a diretoria comercial do Aeroporto de Cabo Frio, no Rio de Janeiro, com o desafio de atrair voos comerciais e de carga para um terminal recém-privatizado. O sucesso na empreitada se repetiu mais recentemente no Aeroporto de São José dos Campos, em São Paulo, um polo tecnológico de excelência. "Conseguimos construir um bom produto, alicerçado por empresas do porte de uma Embraer e Ericsson. Temos voos cargueiros de Miami por semana e vamos começar a rota da Europa", destaca.
Sobre a mudança drástica de modais logísticos ao longo da vida, o profissional resume sua adaptação com bom humor. "Passando pela empresa de navegação, falo brincando que eu senti água salgada no joelho e depois migrei para os ares", conclui o executivo, comprovando que a capacidade de reinvenção é a maior virtude no comércio exterior.
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