Carreira A Diversificação Geográfica como Pilar de Resiliência no Caixa Corporativo
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Poliana Conti alerta: ignorar sua bagagem profissional pode comprometer carreira e identidade no exterior.
ECON News
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A imigração para os Estados Unidos frequentemente exige que profissionais brasileiros recalculem suas rotas e se adaptem a um novo mercado de trabalho. No entanto, o esforço para se integrar não pode significar o apagamento de uma vida inteira de dedicação e estudo. Para a mentora de carreiras e executiva global de Recursos Humanos Poliana Conti, a transição internacional bem-sucedida exige que o imigrante valorize sua bagagem prévia. Em conversa com Roberto Medeiros no ECON Experience, a especialista usou a própria trajetória para mostrar que o planejamento minucioso e o resgate da autoestima são inegociáveis para quem busca prosperar no exterior.
Mesmo imigrando em condições consideradas ideais, Poliana descobriu na prática que a falta de conhecimento profundo das regras locais pode gerar frustrações. Transferida do Rio de Janeiro para os EUA em 2007 com um cobiçado visto executivo (L1) e suporte corporativo total, sua família esbarrou em uma barreira inesperada na carreira de seu marido. "A preparação é extremamente importante. Meu marido é médico e a gente não sabia que ele não ia poder exercer a medicina aqui. Quando chegamos, entendemos que ele teria que revalidar o diploma", relatou a executiva. Sua principal recomendação para quem planeja a mudança é blindar a família contra essas surpresas. "Entenda o cenário antes de você vir, não se exponha, venha com cautela."
Superada a barreira do planejamento jurídico e logístico, o maior desafio do brasileiro passa a ser emocional e estratégico. Como especialista em RH há quase três décadas, Poliana nota com preocupação a tendência de muitos imigrantes anularem seus currículos ao chegarem na América, aceitando o falso discurso de que a vida recomeçou em uma "página em branco". "Eu vejo muitas pessoas tendo que se reinventar, e tá tudo certo. Mas todos nós temos experiências, habilidades e competências que fomos criando. Faça uma lista de tudo isso. O recomeço tem que partir de um ponto, e não do zero. Ninguém começa do zero", enfatiza.
Ao manter vivas as conquistas construídas no Brasil, o profissional protege sua empregabilidade e, acima de tudo, a sua saúde mental e autoconfiança. "Não desista de quem você é. Você pode perder totalmente a identidade se recomeça e esquece tudo que já cresceu e fez no Brasil. Fico com o coração apertado quando vejo que as pessoas não se lembram mais do quão bem fizeram as coisas antes", concluiu Poliana Conti, provando que o passaporte para o sucesso internacional é a união da ousadia de imigrar com o orgulho da própria trajetória.
Sobre Poliana Conti Poliana Conti
é empresária, palestrante, conselheira de empresas e mentora de RH com mais de 27 anos de experiência profissional. Fundadora da Partners 4 Growth®, atua como coach de executivos globais, ajudando líderes de organizações listadas na Fortune 400 a construírem equipes fortes e gerarem impacto duradouro através de métodos exclusivos. Nascida no Rio de Janeiro, imigrou para os Estados Unidos em 2007 após ser promovida a uma posição global de gestão de talentos. Hoje, ela utiliza sua vasta vivência corporativa para criar soluções de crescimento, cultura e liderança para clientes espalhados por mais de 44 países.
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