Registros públicos nos EUA exigem estratégia para preservar a privacidade de empresários

Especialista explica como a escolha do estado pode influenciar a exposição de dados de sócios e empresas

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11 de agosto de 2026
Registros públicos nos EUA exigem estratégia para preservar a privacidade de empresários

A transparência dos registros corporativos nos Estados Unidos atrai severa vulnerabilidade corporativa caso não haja a devida mitigação de riscos. Embora garanta segurança jurídica ao mercado, o acesso irrestrito aos dados dos proprietários de empresas pode resultar em grave falha de planejamento para investidores brasileiros que possuem vida pública ou que buscam manter a estruturação de negócios em sigilo. O especialista Breno Munholi adverte que a escolha do estado americano para abrir a empresa atua diretamente na viabilidade técnica e na proteção de capital do empresário.

A instabilidade gerada pela exposição estrutural exige a imediata mitigação de vulnerabilidades. O contador cita um caso focado em reestruturação técnica. "Tivemos um cliente com vida pública no Brasil que veio de outra companhia. Eles simplesmente abriram uma empresa na Flórida e começaram a emitir faturas. Quando entendemos a situação, foi necessário fazer uma reestruturação urgente, porque tínhamos uma preocupação muito grande de que o nome desses sócios não aparecesse em registros públicos, como ocorre na Flórida" relata o profissional evidenciando o enorme risco de estagnação.

A viabilidade financeira exige total domínio do planejamento tático americano. "Operamos nos 50 estados americanos, então buscamos outros estados em que esses dados não fossem divulgados abertamente, por uma questão de imagem. É preciso pensar no todo para evitar o desconforto de atrelar o nome das pessoas físicas à operação" explica Breno alertando que a proteção de capital é uma estruturação que se perde facilmente através de severas falhas de planejamento na gestão corporativa.