Sua empresa está usando IA ou apenas publicando conteúdo genérico?
Priscila Cacicedo explica como treinar a IA para criar conteúdo autêntico e evitar posts genéricos nas redes.
ECON News
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A adoção da inteligência artificial transformou definitivamente a rotina de produção de conteúdo corporativo. Contudo, a facilidade de gerar textos em segundos muitas vezes resulta em publicações sem personalidade, afastando o público alvo. Durante sua participação no programa Econ Experience, a estrategista em marketing digital e fundadora da Cacicedo Digital Marketing, Priscila Cacicedo, abordou esse gargalo operacional. Com 25 anos de experiência no setor, ela defende que ferramentas como o ChatGPT não devem substituir a identidade das empresas, mas sim atuar como um braço de apoio técnico rigorosamente supervisionado por quem conhece a fundo o negócio.
O erro mais comum na utilização de plataformas generativas de texto é a superficialidade dos comandos delegados à máquina. "A inteligência artificial tá aí para tudo, a gente tem que saber usar sim, porque facilita demais a nossa vida, acelera muito os processos. A IA tá aí pra gente ampliar a nossa voz, não para abafar", afirma Priscila. Para evitar a padronização robótica da comunicação, a especialista ressalta que o algoritmo precisa ser alimentado com um vasto contexto estrutural antes de redigir a primeira linha comercial.
Essa alimentação de dados exige que o empresário assuma o papel de diretor criativo da inteligência artificial. "Se eu pegar de qualquer forma e só falar para escrever um post para mim, vai sair uma coisa muito genérica. Eu tenho que colar todo o meu conteúdo, quem eu sou, quem é meu público, quais são as necessidades, dores e desejos", detalha. Ao fornecer o histórico da empresa e mapear os sonhos dos consumidores, a plataforma consegue mimetizar o tom de voz da marca, entregando um material digital que soa orgânico e profundamente humano.
Além da parametrização técnica do público, a inteligência artificial tem se tornado uma parceira de cocriação em tempo real para gestores com rotinas aceleradas. A dinâmica atual de trabalho da executiva permite que ideias brutas sejam lapidadas pelo algoritmo através de comandos de áudio enquanto ela se desloca. "Eu vou mandando um áudio pro ChatGPT com o que eu tô pensando e ele vai refinar para mim. Se é um vídeo, ele já sabe que o que eu vou falar tem que tá dentro de um minuto, então ele vai resumir tudo aquilo que eu contei no áudio", explica a especialista em marketing.
O domínio estratégico das ferramentas digitais democratizou a produção de conteúdo persuasivo, permitindo que corporações de todos os portes otimizem suas vendas e consolidem presença no exterior. No entanto, a tecnologia atua apenas como uma executora eficiente, pois a alma da comunicação deve permanecer estritamente sob controle humano. "Nem todo mundo é jornalista, a gente tem um braço para isso hoje em dia, mas eu não posso perder a minha voz, a minha essência, o meu estilo, tem que tá sempre muito bem alinhado com o contexto", conclui a fundadora da Cacicedo Digital Marketing, evidenciando que a inteligência artificial só atinge a eficácia máxima quando guiada pela autenticidade do empreendedor.