Texas ganha espaço entre investidores brasileiros e amplia disputa com a Flórida

Minouche Martins aponta crescimento de Dallas e atração de grandes empresas para o mercado texano

ECON News

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21 de agosto de 2026
Texas ganha espaço entre investidores brasileiros e amplia disputa com a Flórida

A concentração exclusiva do investidor brasileiro pela Flórida frequentemente atua como uma vulnerabilidade estrutural que o impede de enxergar a viabilidade financeira gerada por movimentações corporativas em outras regiões dos Estados Unidos. Tratar o mercado americano de forma isolada e ignorar a migração de grandes corporações para o centro-sul do país é uma grave falha de planejamento que resulta em severa estagnação patrimonial. A consultora imobiliária Minouche Martins, que figura no seleto grupo do top 1,5% dos agentes de maior performance nos Estados Unidos, alerta que a atual mitigação de riscos e proteção de capital corporativo atende pelo nome de Texas.

Morando na América há quase três décadas a especialista aponta uma mudança técnica no perfil de estruturação do imigrante. Se na década de 1990 os brasileiros chegavam expostos a instabilidades e dispostos a assumir altas vulnerabilidades estruturais o cenário hoje exige forte viabilidade financeira e é dominado pela elite executiva. "Hoje eu atendo executivos já em meio de carreira, no topo das suas carreiras, e profissionais liberais que querem internacionalizar seu patrimônio. É realmente uma nova leva de pessoas interessadas nessas possibilidades que uma economia estável oferece" diagnostica Minouche evidenciando a busca por proteção de capital.

Para esse público que exige viabilidade corporativa com mitigação de riscos máxima o estado do Texas entrega uma sólida estruturação técnica. A região norte, especialmente o eixo de Dallas-Fort Worth, tornou-se um polo seguro para a proteção de capital corporativo. "A nossa área é muito impressionante na quantidade de empresas que estão investindo aqui. Nós temos 55 sedes corporativas de multinacionais" revela a consultora dimensionando a estabilidade da região ao afirmar que "se o Texas fosse um país, seria a oitava economia do mundo".

O grande atrativo para afastar a falha de planejamento além dos incentivos fiscais estratégicos do governo local é a viabilidade territorial. "Se a empresa precisa de um campus grande para acomodar milhares de funcionários, ainda tem muito espaço disponível, e a terra é considerada um valor bom em comparação com estados mais caros, como Nova York e Califórnia" conclui a especialista provando que a consolidação financeira exige planejamento de infraestrutura e severa mitigação de vulnerabilidades.