Victor Uchôa revela o que realmente pesa para entrar em medicina nos EUA
Notas não bastam. Victor explica por que voluntariado, pesquisa e networking mudam tudo nos EUA.
ECON News
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O processo de admissão para as cobiçadas faculdades de medicina nos Estados Unidos é um dos mais rigorosos e peculiares do mundo. Diferente do modelo brasileiro, onde a aprovação costuma ser baseada quase exclusivamente no desempenho em uma prova de vestibular, o sistema americano exige a construção de um perfil muito mais complexo e prático. No ECON Xperience, o estudante de medicina Victor Uchôa foi direto ao compartilhar a regra de ouro para quem deseja ingressar nessa concorrida carreira na América: o preparo não pode esperar. "O maior conselho que eu posso dar é comece, comece cedo. Obviamente nem todo mundo tem esse luxo de poder começar cedo, mas tente fazer o mais rápido possível", alerta o futuro médico.
A urgência justificada por Victor se deve ao fato de que o currículo de um candidato competitivo precisa ir muito além da excelência acadêmica dentro de sala de aula. Assim que a decisão pela medicina for tomada, o estudante deve mergulhar em atividades extracurriculares. "Comece os voluntários o mais rápido possível, comece a fazer pesquisa, comece a se envolver em hospitais, em clínicas e conhecer pessoas", detalha. Essa imersão no ambiente de saúde serve para um propósito fundamental: a construção de relacionamentos práticos. O networking, segundo ele, é o fator mais decisivo de toda a aplicação.
No sistema americano, as universidades avaliam o candidato de forma holística. Embora o desempenho nas provas seja um pré-requisito, o comitê de admissão busca enxergar a essência e o caráter do futuro profissional. "A nota é importante, mas as faculdades aqui estão buscando mais você do que um pedaço de papel, um número, entendeu? Eles querem saber quem você é", destaca Victor. Por isso, a ilusão de que há tempo de sobra durante os anos de preparação (o período de graduação prévia, conhecido como pre-med) é a maior armadilha que um aluno pode enfrentar. "Não deixar as coisas 'ah, eu tenho 4 anos para fazer isso, vou fazer no final'. Não faça isso porque não dá tempo, é muita coisa que você tem que fazer", conclui o estudante, cravando que a antecipação é o único caminho para a aprovação.
Sobre Victor Uchôa:
Victor Uchôa é um jovem talento brasileiro que transformou sua paixão e disciplina em grandes conquistas acadêmicas e profissionais nos Estados Unidos. Começando sua trajetória no Brasil como campeão de kart, Victor mudou-se com a família para os EUA aos 14 anos, onde concluiu o ensino médio e, posteriormente, formou-se em Biomedicina pela University of Central Florida (UCF). Atualmente, ele cursa Medicina na Florida International University (FIU), compartilhando com a comunidade brasileira sua experiência prática sobre os rigorosos caminhos, as estratégias e os desafios de se tornar médico nos Estados Unidos.
Veja a conversa completa com Victor em: https://www.youtube.com/watch?v=g9QEW6gQ8ts