A pressa brasileira na alfândega americana decreta o fim da sua exportação

Rosana Rondinelli avisa que tentar apressar fiscais do FDA condena seu estoque à retenção definitiva e aniquila o seu lucro

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20 de março de 2026
A pressa brasileira na alfândega americana decreta o fim da sua exportação

A fronteira dos Estados Unidos possui um dos sistemas de fiscalização aduaneira mais rígidos do planeta. Para empresas que buscam exportar seus produtos, compreender e respeitar o tempo das agências federais é um exercício obrigatório de resiliência. Rosana Rondinelli, que atua na linha de frente da logística internacional, alerta que a ansiedade do empresariado latino é incompatível com o sistema americano.

A entrada de mercadorias, especialmente no setor de alimentos, suplementos e cosméticos, exige submissão total às regras do FDA (órgão similar à Anvisa) e da aduana. "A gente tem que estar de acordo com tudo o que está colocando para entrar aqui. Não existe você ir falar aqui nos Estados Unidos, por exemplo, com um fiscal. Não existe isso, aqui tem todos os procedimentos que a gente tem que seguir", esclarece a executiva.

A demora na liberação das cargas frequentemente gera atritos com clientes mal assessorados. Rosana relata que muitos empresários reclamam do prazo, mas ela é taxativa quanto à impossibilidade de burlar as etapas. "Não adianta vir com a pressa do brasileiro para um lugar que não fala a língua do brasileiro. Eles querem ter certeza absoluta de que o produto que está entrando aqui para ser consumido está OK".

Mesmo com toda a documentação rigorosamente preparada, o risco de retenção para inspeção física e requisição de novos certificados é real e inerente ao processo. O papel de uma assessoria logística eficiente, segundo a CEO, é absorver esse impacto e proteger o capital do cliente. "O sucesso do cliente que vem para cá é o sucesso da Roxlog. Eu não consigo ter sucesso se eu fizer alguma coisa errada ou se o meu cliente perder dinheiro".