Dono no balcão ainda faz diferença na América

José Emanuel Barbosa defende a presença do fundador na operação como diferencial

ECON News

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15 de julho de 2026
Dono no balcão ainda faz diferença na América

A história corporativa brasileira está repleta de grandes redes de alimentação que desembarcaram nos Estados Unidos com investimentos robustos apenas para enfrentarem severa vulnerabilidade estrutural e encerrarem suas operações pouco tempo depois. Para José Emanuel Barbosa, empresário consolidado na Flórida, o motivo dessa falha de planejamento não é a falta de capital, mas a inflexibilidade gerencial e a ausência física dos proprietários na linha de frente do negócio.

Apesar de considerar sua própria trajetória fora dos padrões tradicionais o empresário é categórico ao apontar as instabilidades corporativas do mercado alimentício americano. "Se eu pudesse voltar no tempo, eu faria diferente, faria com mais planejamento e procuraria as pessoas e parcerias certas. Eu bati muita cabeça aqui e tomei muito prejuízo".

Contudo a principal crítica do executivo é direcionada à gestão distante dos grandes investidores que atrai enorme estagnação corporativa. "Empresas enormes e marcas muito grandes no Brasil vieram para cá e quebraram. Isso acontece quando o dono não 'rala o bucho' no balcão. O negócio não dá certo", adverte o profissional.

O diagnóstico do executivo aponta que o mercado americano não tolera operações terceirizadas mal supervisionadas no início do projeto. "Várias marcas gastaram milhões de dólares para manter o estabelecimento aberto e deram errado exatamente porque o dono só abriu e não opera de perto, não está cara a cara com o cliente. Todos os negócios de brasileiros que estão dando certo aqui hoje, os donos estão dentro trabalhando. Isso é muito importante para quem vem abrir o seu business nos Estados Unidos".