Por que arrecadar doações no exterior esbarra em problemas logísticos graves e caros

Roberto Pinho detalha a megaoperação estruturada por executivos brasileiros nos EUA

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09 de maio de 2026
Por que arrecadar doações no exterior esbarra em problemas logísticos graves e caros

Quando a tragédia climática atingiu o Rio Grande do Sul, a comunidade brasileira nos Estados Unidos reagiu rápido e lotou galpões com roupas, medicamentos e colchões. No entanto, o ímpeto solidário logo esbarrou em um problema técnico complexo. Descobrir como transportar toneladas de donativos internacionalmente de forma rápida, legal e sem custos virou um gargalo que quase paralisou a ajuda. A saída veio através da inteligência corporativa da Associação de Profissionais Brasileiros de Logística (ABPL).

O engajamento dos executivos aconteceu após um pedido oficial de socorro. "Surgiu o grande problema de como mandar tudo aquilo para o Brasil. Através da conexão com um sócio nosso, que trabalha no consulado, eles procuraram a ABPL dizendo que tinham os produtos, mas não sabiam como fazê-los chegar ao destino. O pedido chegou ao lugar certo, porque aqui todo mundo é profissional de logística", relembra o cofundador Roberto Pinho.

Para dar conta do volume, a operação assumiu proporções industriais. A associação estabeleceu um centro de controle e montou polos regionais para o recebimento. Voluntários fizeram a triagem rigorosa dos materiais, enquanto a experiência técnica da ABPL cuidou do armazenamento e da temida liberação alfandegária.

"Um parceiro nosso recebeu todas essas caixas, paletizou a carga e cuidou da documentação. Com isso, conseguimos o apoio de companhias aéreas e marítimas para enviar contêineres e toneladas de produtos de forma totalmente gratuita", relata o executivo. A ação comprova que a mobilização social só atinge seu verdadeiro potencial quando aliada ao mais alto padrão de eficiência logística.