A virada de carreira de uma brasileira que deixou o setor financeiro para atuar na saúde nos EUA

Viviane Rodrigues relata no ECON Experience os desafios de validar o diploma e recomeçar a carreira nos Estados Unidos.

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13 de março de 2026
A virada de carreira de uma brasileira que deixou o setor financeiro para atuar na saúde nos EUA

A busca por propósito tem levado profissionais com carreiras sólidas a abandonarem a estabilidade em favor de novas vocações. Foi exatamente essa a decisão tomada por Viviane Rodrigues, que deixou para trás 12 anos de atuação como concursada na área financeira no Brasil para se dedicar à fisioterapia integrativa. Atualmente residindo nos Estados Unidos, onde aguarda a liberação de sua licença para clinicar, a especialista compartilhou no ECON Experience os bastidores de sua transição estratégica e os complexos trâmites burocráticos para a internacionalização de um diploma da área da saúde.

A mudança de rota profissional não foi um salto no escuro, mas sim um projeto embasado em suas vivências pessoais e na sua forte bagagem corporativa. A visão analítica desenvolvida no setor público tornou-se o seu maior diferencial no novo mercado. "A minha transição não foi algo impulsivo, nunca é do nada, a gente sempre tem uma construção e um planejamento. Após trabalhar na área financeira por 12 anos, eu percebi que queria um impacto direto na vida das pessoas", relata Viviane. Ela ressalta que o conhecimento prévio em números a ajudou a não ser apenas uma profissional técnica, mas uma gestora focada em estruturação e posicionamento.

Apesar da excelência acadêmica alcançada no Brasil, que resultou na autoria do livro Dores Crônicas Têm Cura, a inserção no mercado de trabalho americano exige paciência e submissão a regras rígidas. O sistema norte-americano não reconhece a graduação estrangeira de forma automática. "Aqui nos Estados Unidos você tem que passar por uma prova onde vai te habilitar para tirar sua licença de trabalho. Como eu ainda estou nesse processo de validação, eles precisam validar toda a minha documentação do Brasil. Eu não fiz a prova e não posso tirar a licença, só posso atuar a partir do momento em que essa documentação tá regularizada", explica.

A impossibilidade temporária de atuar nas macas americanas não paralisou a carreira de Viviane. Ela transformou o longo período de espera burocrática em uma oportunidade para o desenvolvimento intelectual e o fortalecimento de redes de apoio profissional. Além de se preparar intensamente para as avaliações do conselho americano, ela dedica-se a mentorias e à liderança do projeto "Elas na Fisio". "O projeto surgiu exatamente para dar voz às mulheres que muitas vezes acreditam que não têm espaço no mercado ou que já estão cansadas e desanimam da profissão. Acredito que quanto mais a gente une a classe, mais forte e resistente ela fica", detalha.

Para aqueles que vislumbram o "sonho americano" ou desejam mudar drasticamente de área, a fisioterapeuta alerta que o recomeço nunca parte do zero absoluto, desde que haja método. O planejamento minucioso e a capacidade de integrar experiências passadas são os alicerces de uma imigração bem-sucedida. "Muita gente fala sobre coragem, mas planejamento é para que você faça algo de forma mais segura. Você não pode esquecer tudo aquilo que já viveu porque você é parte daquilo. Migrar não é algo do zero, é reconstruir trazendo toda aquela sua bagagem de forma consciente e estratégica", conclui Viviane Rodrigues.

Você pode conferir a conversa completa com Viviane em: https://www.youtube.com/watch?v=LbJQvXldAD0&list=PLSWo1TCWJAeZrrtJLbhFNrwXfmumSSn3-